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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Ceará formaliza um novo empreendedor a cada 10 minutos

Aumento proporcional de registros foi maior que o nacional. Meta para o ano é chegar a 80 mil registros


A formalização de empreendedores individuais (EI) no Ceará está em ritmo acelerado. Nos primeiros 86 dias do ano, 12.724 pessoas se formalizaram no estado. A cada dia, 148 trabalhadores por conta própria obtiveram o registro, o que significa que, a cada dez minutos, um cearense passou a exercer suas atividades legalmente.
Do começo do ano até o dia 26 março, o número de EI registrados no Ceará saltou de 55.902 para 68.626 – um crescimento de aproximadamente 22%. O desempenho da unidade federativa foi superior à média nacional. No Brasil, a quantidade de EI subiu de 1.895.533 para 2.220.343, um incremento de 17%. As informações são da base de dados da Receita Federal.
Na opinião do superintendente do Sebrae no Ceará, Carlos Cruz, o fato deve ser comemorado por todas as entidades envolvidas na divulgação do empreendedorismo. "Fizemos um esforço muito grande junto às prefeituras para regulamentar a Lei Geral em nível municipal. Conseguimos implantar a legislação em 140 das 184 cidades do estado. Até o fim do ano, pretendemos universalizar a norma chegar e, no mínimo, a 80 mil empreendedores individuais", anuncia.
Segundo o superintendente, a formalização abre os horizontes dos profissionais. "Estimamos que haja entre 400 mil e 700 mil informais no estado. Imagine um borracheiro na estrada. De um quadro sem perspectiva, ele passa a ter inserção econômica e um horizonte previdenciário que antes não ele tinha. Se acontecesse algo com ele, a família ficaria desamparada", explica.
Para Carlos Cruz, além do benefício individual, o EI colabora para movimentar a economia e ampliar a arrecadação de tributos. "Ele passa a fazer parte efetivamente da economia, com participação no arcabouço do desenvolvimento de seu município, estado e país", comenta. Cruz ainda lembra que os negócios do EI podem prosperar e elevá-los à categoria de micro empresa.
A confeiteira Auricélia Soares, 41 anos, segue esse caminho. Ela se formalizou em 2010 e a atividade cresceu tanto que ela já se organiza para registrar o seu negócio como uma microempresa. "Como não tinha nota fiscal, não podia vender para pessoas jurídicas. Além disso, eu só podia comprar em grande quantidade alguns produtos se tivesse Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Na informalidade, eu trabalhava insegura e comprava mais caro", lembra. Hoje, Auricélia produz cerca de 200 bolos por mês e aproximadamente 12 mil salgados, mas quer mais. "Trabalho em casa. Quero abrir uma loja e contratar mais gente. O meu bairro está crescendo e muitas oportunidades estão surgindo", comemora. 
Fonte: Administradores

quarta-feira, 29 de maio de 2013

O empreendedorismo no limite

 

Caros leitores, estreio nesta coluna abordando um tema que vivencio não apenas na própria pele, mas também na observação cotidiana, acompanhando as histórias de coragem, triunfo e fracasso desses seres abnegados e voluntariosos. Os empreendedores.
 
Como observarão, não sou afeto e nem mesmo um agente da ditadura do politicamente correto, o que não significa que seja necessariamente politicamente incorreto - a antítese aqui não se configura como um consequência natural – mas tento trazer aos meus textos uma abordagem crítica que nasce da reflexão sobre aquilo que parece ser natural e facilmente aceito pelo senso comum - ou lugar comum -  como outros ainda mais incisivos e cáusticos do que este que vos escreve denominariam.
A literatura especializada, assim como os conteúdos publicados que abordam a vida destes pioneiros empresariais, é repleta de casos de sucesso e superação, com impressionantes reviravoltas. As histórias revelam um guerreiro estoico e obstinado, preparado para vencer a tudo e a todos. Tudo lindo e empolgante, mas é uma pena que não reflita a realidade.
 
O fato é que esse personagem tão especial acostumou-se a encarnar essa imagem criada pelas perigosas generalizações, onde expressões como “Problemas? Riscos? Complicações? Ótimo eu adoro vencer desafios !” passaram a fazer parte dos perigosos (agora sim) lugares comuns, onde a realidade geralmente é camuflada por um teatro de performances. Mas independentemente de eventuais encenações, os empreendedores de uma forma geral simplesmente não suportam mais a carga de cobranças, chateações oficiais, e aporrinhações que recaem sobre as suas costas. 
 
Somos permanentemente empurrados para a linha de frente da solução de problemas. Empurrados para tratar das questões sociais, cobrados a adotar procedimentos sustentáveis, inqueridos sobre os estímulos socialmente responsáveis que estamos disponibilizando aos nossos colaboradores e instados à criação de um cenário fértil para a inovação.  Mas quase ninguém nos empurra para cobrar a exigir direitos.  
 
Não basta a carga tributária infernal - e para alguns verdadeiramente insuportável – sem retorno em bons serviços públicos, em infraestrutura, saúde, segurança, educação etc. Não bastam as dificuldades resultantes de não podermos contar com uma mão de obra qualificada, nem mesmo a falta de incentivos tributários reais e a existência de uma antológica, firme e sólida burocracia, que como resultante criam um cenário desastroso para tomada de riscos. 
 
Qual é o motivo de tantas cobranças e tanta expectativa depositada? A resposta é simples: O nosso distanciamento das questões públicas, que no final das contas nos afetam diretamente, o nosso excessivo apego com o curtíssimo prazo e suas inerentes e objetivas questões, a nossa ilusão em achar que o poder de fato reside apenas nas mãos do empresariado e seus retumbantes resultados, somada a imagem pública de nossa invencibilidade, reduziram a nossa capacidade de existir exigindo, e em troca disso passamos a existir absorvendo, tal qual uma esponja grossa e resistente. Sem tempo para pensar, refletir e acumular indignação.
 
Algo como: “Trabalhem, ganhem seu dinheiro e depois paguem uma considerável parte em impostos e outras contribuições! Não percam seu precioso tempo pensando.”
 
Questiono: a quem interessa a nossa despolitização? Quem ganha com a nossa desunião? A carapuça que insistem em colocar em nossas cabeças nos serve? 
 
A mesma sociedade que nos enxerga tão repletos de energia e apetite pelo risco, acaba por nos convocar para solucionar, com criatividade, esforço e dinheiro, aqueles problemas que já deveriam estar, se não solucionados, ao menos a caminho da solução. 
 
Seria essa mesmo a nossa melhor contribuição?
 
Que tal usarmos os nossos atributos para ao invés de aceitar passivamente a montanha de cobranças, passarmos a refutá-las e na contra-ofensiva, efetivar reclamações e exigências? Com criatividade, apetite pelo risco, inovação, energia, disciplina e capacidade de organização?
 
Trata-se de uma conta que não fecha. A nossa eficiência e a nossa disposição jamais compensarão a ineficiência pública de nossas instituições. É urgente a necessidade de invertermos essa lógica, caso contrário, jamais seremos uma potência em valor agregado, governos e poderes instituídos eficientes e servidores aos seus contribuintes, qualidade de vida, oferta de oportunidades e cidadania.
 
Somos pioneiros, ambiciosos e determinados. Mas não somos mágicos.
 
Até o próximo.
Gustavo Chierighini
Gustavo Chierighini é empresário, fundador das empresas Plataforma Brasil Investimentos e Plataforma Brasil Editorial....

Fonte: Baguete

domingo, 3 de março de 2013

Empreendedorismo: uma doutrina de autoconhecimento


Assim como um filho que deixa a casa dos pais, a pessoa que deixa de ser empregada inicia um processo de conhecimento interior

Daniel Rodrigo Bastreghi

De modo geral, quem decide virar o próprio patrão, inicialmente tem por objetivo o sucesso financeiro e a liberdade de escolher caminhos e horários. No entanto, logo se percebe que estes benefícios são insuficientes para a empreitada e também um tanto ilusórios. Para seguir em frente é necessário algo maior, que motive e justifique tamanho esforço. É necessário um sentimento de propósito e realização pessoal.
Há um benefício de grande valor que comumente não é considerado pelos empreendedores. Assim como um filho que deixa a casa dos pais, a pessoa que deixa de ser empregada inicia um processo de autoconhecimento.
Infelizmente, muitas pessoas (obviamente não todas) na condição de empregados buscam um cargo para o qual suas forças sejam suficientes e suas fraquezas, toleradas. Repetem continuamente atitudes e crenças falhas, até encontrarem um emprego que lhes seja compatível. Na perspectiva do empregado, o problema é o ambiente. Porém, para o empreendedor, o problema só pode ser ele mesmo.
Ser dono de um pequeno negócio é ser o ponto de apoio de uma estrutura, como em uma pirâmide invertida. Lá embaixo, está o dono sustentando e equilibrando. Na condição de líder, o dono propaga suas virtudes, valores e fraquezas por toda a estrutura. Ele observa que os colaboradores mudam com o tempo, mas alguns problemas persistem como se alguém os provocasse continuamente. Quem seria? Sim, o empreendedor é o problema, mas também é a solução de todo o negócio. Portanto, para que os negócios cresçam, o dono precisa se desenvolver. Todo líder precisa olhar para sua equipe e usá-la como espelho para conhecer suas próprias virtudes e fraquezas. "A tropa é o espelho do comandante", um amigo/mentor me dizia. Isso coloca uma imensidade de responsabilidades e possibilidades sobre o empreendedor.
Inicia-se então o processo de autoconhecimento
O gráfico abaixo faz um comparativo entre as perspectivas de empregados e empreendedores. O círculo de influência representa tudo o que podemos influenciar nos resultados, mas não defini-los. Por exemplo: não podemos escolher as oportunidades da vida, mas podemos escolher estar preparados para elas. Da mesma forma, não podemos garantir que os clientes comprem, mas podemos treinar melhor os vendedores. Na vida pessoal, não podemos escolher as notas de nossos filhos, mas podemos ajudá-los com os estudos. Não escolhemos os resultados, mas escolhemos nossas atitudes em relação aos problemas.
A zona de preocupação representa todos os itens nos quais dedicamos alguma atenção. Preocupamo-nos com a manutenção da casa, com a saúde dos filhos, com o lançamento de um filme esperado, com o churrasco do fim de semana, etc. Como empregados, tendemos a concentrar nossa preocupação nas atividades de nossa atribuição, como entregar um relatório, fazer uma entrevista, finalizar um projeto, etc. Devido a fatores externos, inerentes ao ambiente coorporativo, tende-se a fugir de atribuições que tragam algum tipo de risco, seja social, financeiro, psicológico, etc. Além disso, em algumas culturas organizacionais, as recompensas por ir além das atribuições do cargo são poucas ou inexistentes.
A zona de preocupação do empreendedor tende a ser maior. Em um processo natural e gradativo, ele passa a preocupar-se com movimentos mercadológicos, econômicos e sociais que afetam seus negócios. Ele percebe que, apesar de esses itens estarem fora de seu alcance, é possível escolher sua reação e influenciar resultados.
Diariamente o empregado é estimulado a ficar dentro de sua zona de conforto, devido às limitações de seu cargo, politicagens, falta de confiança, falta de reconhecimento, remuneração desproporcional ao desempenho, etc. Ele vai aos poucos limitando-se às tarefas cujo resultado é conhecido. Com o tempo, sua zona de conforto diminui e sair dela torna-se mais difícil.
O empreendedor se vê livre dessas forças opressoras. Além disso, não há mais como terceirizar a culpa. Pela própria necessidade, desejos e expectativas dos que o rodeiam, ele é forçado a ir além de sua zona de conforto. Com o tempo, ela aumenta e ele passa a sentir-se mais confortável com os novos desafios.
Esta é a primeira etapa do autoconhecimento: perceber e aceitar a condição de agente de mudanças e tornar-se integralmente responsável pelos problemas, sejam seus ou de terceiros.
O empreendimento é a situação e oportunidade que coloca em evidência o poder da escolha e da influência do dono. Percebe-se que o líder influencia as pessoas ao redor de maneira consciente e inconscientemente. Nos hábitos inconscientes que moram os vilões da cultura organizacional e familiar. Todos sabem que o exemplo é a melhor forma de educação dos filhos. Isso também se aplica às organizações.
Com o tempo, o empreendedor passa a perceber sua própria instabilidade emocional. Percebe que suas decisões não podem oscilar de acordo com as pessoas ao redor, do humor, do clima atmosférico ou do saldo do caixa. É necessário consistência e concentração de esforços para que haja evolução. O empreendedor aprende a ser a mesma pessoa por mais do que alguns dias ou meses. Percebe que gerenciar o rumo da empresa em uma perspectiva de dias ou horas é bastante difícil.
Logo, o empreendedor se vê obrigado a desenvolver suas competências emocionais e sociais, para fazer jus à posição que ocupa. Tais competências são elementos chave na formação de equipes e na execução de planos. Estas definem o grau de sucesso da aplicação das teorias e técnicas e, é justamente pela carência destas competências que muitos executivos se perdem na execução de brilhantes planejamentos.
Ao longo do caminho, os empreendedores que iniciaram o processo de autoconhecimento têm várias epifanias. Novas visões e valores surgem e os empreendedores possuem a chance de exercitá-los intensamente, pois não estão submersos em uma cultura organizacional, modelada por terceiros. Por isso, empreender é um exercício de autoconhecimento. Particularmente, considero este benefício maior que qualquer outro. Além disso, independe do sucesso do empreendimento. Empreendedorismo é a busca pelo sucesso exterior, condicionado ao sucesso interior.
"A única revolução possível é dentro de nós" – Mahatma Gandhi
Fonte: Administradores

domingo, 18 de dezembro de 2011

7 dicas para quem quer se tornar um bom empreendedor


Um bom empreendedor precisa ter iniciativa para criar um novo modelo de negócio, já que o empreendedorismo é uma característica do administrador que tem com objetivo o sucesso


Cada vez mais pessoas estão concretizando o sonho do próprio negócio. Em 2010, foram constituídas 1.370.464 empresas, o que revela um crescimento de 101% em relação a 2009, segundo dados do Departamento Nacional de Registros do Comércio (DNRC) da Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) 
No entanto, apesar desse crescimento no número de negócios próprios, nem todas as pessoas sabem o que é preciso para se tornarem boas empreendedoras e, assim, se manterem no mercado. Não adianta, por exemplo, a vontade de trabalhar sem que se saiba usar a criatividade, ou disciplina na execução de tarefas sem um bom diálogo com os funcionários. 
Para o empresário Rogimar Rios, "um bom empreendedor precisa ter iniciativa para criar um novo modelo de negócio, já que o empreendedorismo é uma característica do administrador que tem com objetivo o sucesso". 
Além disso, o empresário dá outras dicas para quem quer se tornar um bom empreendedor. Confira:
1. Saiba lidar com personalidades desafiadoras. Ouça-as com o coração e com os olhos, não somente com os ouvidos.
2. Tenha determinação e disciplina. Anote idéias e faça seu planejamento com dia, hora e local em que tudo deverá acontecer.
3. Seja inteligente, saiba usar o seu pensamento a seu favor. Seus pensamentos determinam a sua freqüência e seus sentimentos lhe dizem imediatamente em que freqüência você está. Quando se sente mal, você está na freqüência que atrai coisas ruins, prejudicando o alcance de suas metas.
4. Tenha meta e siga um método. Quando uma pessoa tem os dois, ela rompe barreiras.
5. Tenha fé, mas não deixe de agir para modificar a realidade. Vá do pensamento à ação.
6. Empreendedor deve encontrar, avaliar e desenvolver a oportunidade de criar algo novo.
7. Tire proveito do fracasso. Saiba usar a experiência sem sucesso em aprendizado. 
Fonte: Administradores

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dez cuidados antes de abrir uma franquia


 por Erika Bismarchi

O sonho de muitos brasileiros é adquirir uma franquia. Afinal, é como começar uma corrida de obstáculos já na metade, sem ter de enfrentar uma série de incertezas comuns a quem parte do zero. É necessário ter em mente, porém, que não é porque ele está investindo em uma franquia que o negócio não está sujeito a riscos. Por isso, antes de investir em uma marca consolidada, deve-se deve ficar atento a alguns pontos cruciais que precisam ser observados na hora da escolha. O portal Franquia Empresa recomenda que todo empreendedor observe com cuidado dez pontos antes de assinar o contrato.
Escolha o segmento de franquia de maior interesse
Para dar o primeiro passo certo, é necessário que o empreendedor goste do ramo em que pretende atuar. Antes de comprar a marca, tenha a certeza de que você vai se sentir satisfeito e feliz trabalhando naquilo (vestuário, saúde e beleza, educação, turismo e prestação de serviço, por exemplo).
Selecione as marcas
Existem várias marcas de franquias disponíveis no mercado, algumas já consolidadas e de nome respeitados – também mais caras – e inúmeras marcas que estão crescendo e aparecendo agora. Observe essas novas franquias, preste atenção no diferencial ofertado e no produto. Aqui, é imprescindível que você tenha uma capacidade visionária, a de prever o potencial de sucesso de produto.
Valores cobrados
Cada franquia cobra taxas, que variam de acordo com cada modelo oferecido pelo franqueador. O que normalmente é cobrado por todas são os royalties, que correspondem ao direito autoral da marca, e por toda a publicidade, como divulgação da marca, produtos ou serviços. Há ainda a taxa de serviços, que é o valor que você irá pagar no ato da assinatura do contrato com o franqueador, permitindo assim o uso da marca e o pagamento de serviços como treinamentos e cursos.
Capital para investimento
Para investir direito – de forma que esse investimento não vire uma dor de cabeça mais tarde –, o ideal é que você tenha disponível para dar de entrada na hora da compra 50% do valor total do custo.
Escolha o ponto
Antes de comprar um ponto comercial que você ache adequado, consulte a franquia que pretende adquirir. É comum os franqueadores auxiliarem na escolha do ponto comercial em que se estabelecerá a franquia.
Solicite a ‘Circular de oferta de franquia’
De acordo com o artigo 3° da Lei de Franquias, assim que você escolher o negócio de sua preferência, exija a Circular de Oferta de Franquia. Ela deve conter todos os dados referentes ao bom andamento do acordo entre franqueador e franqueado, informações como balanços contábeis, descrição do negócio, condições contratuais para a sucessão de morten, serviços a serem prestados, taxas de publicidade e royalties e registro no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). E não se esqueça de que esse acordo precisa estar escrito em português e ser analisado por um advogado especializado em franshising. Não tenha pressa. Vá com calma e analise bem.
Converse com os parceiros da franquia
Descubra quem são os fraqueados da rede e procure saber se eles estão satisfeitos com a franquia. E se encontrar algum caso de rescisão do contrato, investigue o motivo de desligamento da rede.
Não faça pagamentos adiantados
Só realize qualquer pagamento de qualquer taxa após pelo menos dez dias após o recebimento da Circular de Oferta de Franquias. Não custa repetir: não tenha pressa.
Pesquisa de mercado
Invista em uma pesquisa de mercado antes de comprar a franquia para saber o quanto o produto tem de saída.
Pesquise o registro da empresa no INPI
Antes de tomar qualquer decisão, investigue por meio do site do Inpi se lá consta o registro da marca do seu interesse. Não se esqueça de verificar também o titular.
Fonte: Blog dos Empreendedores

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Transformando ideias em lucro: qual o segredo das companhias de sucesso?


Diversas empresas, entre as quais muitas líderes de mercado, acomodam-se em antigos processos, certas de que "em time que está ganhando não se mexe". As melhores soluções de ontem, porém, podem não ser as de amanhã

Por Mauro Terepins*

Por conta da acirrada concorrência global, as empresas precisam ser cada vez mais ágeis para fomentar seu crescimento e manter um sucesso duradouro. Diante desse cenário, a habilidade das organizações em inovar é essencial para um crescimento sustentável. A relação entre inovação e sucesso dos negócios não é novidade. Porém, uma abordagem pragmática sobre o tema, que vá além de um mero discurso de conceitos vazios, torna-se, a cada dia, mais imperativa.

Do ponto de vista prático, há dois grandes problemas enfrentados pelas organizações que buscam instituir a inovação como uma ferramenta estratégica em seus negócios: como transformar ideias tidas como "brilhantes" em resultados mensuráveis, convertendo criatividade em lucro, e como transformar o estímulo à inovação em um modus operandi em toda a empresa.

Diversas companhias, entre as quais muitas líderes de mercado, acomodam-se em antigos processos, certas de que "em time que está ganhando não se mexe". As melhores soluções de ontem, porém, podem não ser as de amanhã. Em um mercado cada vez mais acirrado, inovar configura-se praticamente como uma questão de sobrevivência. Inovação por si só, entretanto, não garante a liderança de mercado. Propostas inovadoras, que deveriam contribuir com o desenvolvimento dos negócios, muitas vezes acabam morrendo, numa espécie de "momento eureca" isolado.

Por isso, é preciso saber inovar, encarando o processo criativo como uma questão estratégica. Criatividade também requer planejamento, gerenciamento, controle e, sobretudo, financiamento. Só assim é possível transformar novas ideias em lucro. Em diversos países, o setor governamental também pode estimular o empreendedorismo e a inovação com redução de impostos para atividades de pesquisa e desenvolvimento, proteção da propriedade intelectual e processos de patentes mais simplificados.


ideias www.administradores.com.br
Criatividade e inovação | há dois grandes problemas enfrentados pelas organizações que buscam instituir a inovação como uma ferramenta estratégica em seus negócios: como transformar ideias tidas como "brilhantes" em resultados mensuráveis e como transformar o estímulo à inovação em um modus operandi em toda a empresa (imagem: ThinkStock Photos)


Mas quebrar velhos padrões de comportamento e inovar dentro de uma instituição não é fácil, sobretudo se ela for uma grande corporação. São poucas as empresas que vão além das soluções mais comuns, e a maioria centraliza o processo criativo apenas em seus líderes ou proprietários. Ou seja, pouco ou nada se faz para a institucionalização de processos inovadores ao longo de toda a estrutura corporativa.

O problema se agrava à medida que o tamanho das corporações aumenta. As grandes organizações crescem e ficam cada vez mais complexas, tornando ainda mais difícil a geração de novas ideias. É natural: grandes e sólidas corporações tendem a reforçar aspectos nos quais já tiveram sucesso no passado e, após tantos investimentos, pode ser difícil identificar novas oportunidades. Com suas estruturas mais rígidas, as grandes empresas devem estar atentas para não frustrar o "espírito" empreendedor.

Por outro lado, as pequenas e médias empresas vêm se mostrando globalmente mais abertas a novas ideias e têm apostado com mais força em inovações que não sejam apenas incrementais. Por isso, o segmento de middle market é um grande catalisador de inovações, oportunidades e novos mercados.

Em ambos os casos, a forma de se estimular a inovação também precisa ser renovada – principalmente nos países americanos. Pesquisa realizada pela Ernst & Young sobre empreendedorismo e inovação mostrou que, nos países do continente americano, a maioria aposta apenas na contratação de pessoas criativas. Em outras regiões, como Ásia, Europa, Oriente Médio, Índia e África, as empresas preferem desenvolver alianças com novos parceiros ou deslocar uma parte da equipe com foco em inovação. Outras soluções citadas pelo estudo são oferecer recompensa financeira como incentivo à criatividade e trabalhar com agências e firmas especializadas em inovação.

Destarte, cada vez mais, torna-se imperativo descentralizar o processo criativo e fazer com que ele alcance toda a instituição e os mercados regionais, não ficando estanque, por exemplo, apenas nos setores de pesquisa e desenvolvimento. A melhor maneira de uma empresa incentivar o pensamento criativo é investir em seus próprios colaboradores. Incentivar as pessoas a explorar ideias que envolvam riscos e recompensas, mas com a segurança e o apoio de uma estrutura mais ampla e bem estabelecida, é a essência do que significa ser um empreendedor.

Inovação e empreendedorismo dentro das organizações não deve ser um ato de altruísmo, mas uma sólida estratégia de negócios – algo vital ao sucesso da companhia. Um processo criativo conectado ao lucro colabora para que a empresa sustente sua trajetória de crescimento, mantenha vantagem competitiva e garanta seu próprio futuro.

Mauro Terepins é vice-presidente de Mercados da Ernst & Young Terco.
Fonte: Administradores

quinta-feira, 9 de junho de 2011

10 características para o empreendedor focar em seu negócio digital

Há alguns anos, as empresas.com destacam-se no mercado. Com faturamentos enormes elas têm chamado a atenção de investidores por todo o mundo. Com modelos de negócios cada vez mais inovadores, confira alguns deles.

Por Plínio Reis Medeiros*

Há alguns anos, as empresas.com destacam-se no mercado. Com faturamentos enormes elas têm chamado a atenção de investidores por todo o mundo. Com modelos de negócios cada vez mais inovadores,confira alguns deles.

Mas, no Brasil, como está o mercado digital e como estão os empreendedores?

Sobre a penetração do uso da internet, de acordo com a Ipsos Marplan, o Brasil mostra que tem público para investidores online com uma penetração de usuários de internet com 41% em Salvador, 39% em São Paulo e 36% em Porto Alegre, de toda a população. São 62 milhões de usuários, de acordo com a Ibope Nielsen, sendo o sétimo melhor mercado mundial de internet. E de acordo com o Deloitte, o internauta brasileiro passa três vezes mais tempo no computador do que na televisão.

Com um mercado tão receptivo assim, qual o motivo de não termos empreendedores no meio digital no Brasil?

Talvez por questões de investimentos, já que estes empreendedores são jovens, não possuem capital suficiente para fazer um investimento, ou até mesmo conseguir o apoio de um Anjo Investidor. Mas, além das questões de financiamento, há também as características de empreendedorismo, que vão além de uma boa idéia.

Segue abaixo as 10 características que todo empreendedor deve ter para fazer o seu negócio digital sob orientação e metodologia do Sebrae.

Busca de oportunidade e iniciativa
Manter-se informado sobre o mercado e sobre novas tecnologias é fundamental para empreender. Mais importante do que isso, é antecipar-se em idéias e criar negócios inovadores.

Persistência
Empreender não é fácil, dar a "cara à tapa" ao mercado e ser o primeiro a levar dói e, apesar do destaque, há a incredulidade dos investidores e clientes, principalmente por que muitos tem receio do que é novo. O empreendedor digital mais do que qualquer um deve ser persistente.

Correr riscos calculados
O empreendedor que não se arrisca não é empreendedor. Sendo um negócio inovador, ele por si só é arriscado. Mais importante do que simplesmente correr risco, é calculá-los, saber até onde é o limite e o quanto o mercado está preparado para a inovação.

Exigência de qualidade e eficiência
Manter padrões, atender bem os clientes e eficiência é fundamental, o público do mercado digital é bem mais crítico e é mais fácil essas críticas se propagarem.

Comprometimento
Por mais que os empreendedores digitais sejam jovens, negócio não é brincadeira, mesmo tendo um ar de divertimento, e muitas vezes pertencendo ao mercado de entretenimento, um negócio é algo que deve ser encarado com maturidade e seriedade.

Busca de informações
Seja no planejamento inicial ou para manter o negócio, no mercado digital as informações valem mais do que nos demais mercados. Uma nova metodologia, tendência ou tecnologia pode mudar totalmente o mercado. Talvez por isso tantos serviços são substituídos por outros na internet.

Estabelecimento de metas
Uma tendência da Geração Y é não valorizar tanto a organização e gestão como as gerações anteriores. Porém estabelecer metas de longo e curto prazos são fundamentais e estimulantes para o seu negócio.

Planejamento e monitoramento sistemáticos
Outro fator que a geração Y possui dificuldade. Desenvolver um bom planejamento, minimizar erros, verificar operações que estão falhando, é importante não somente no início, mas também durante todo o processo.

Persuação e rede de contatos
Está aí algo que a internet favorece muito, pois no mercado digital é tudo muito expansivo, facilmente divulgado e interativo. Basta ter um serviço de qualidade e uma boa estratégia, aliados com um bom relacionamento com parceiros, colaboradores e clientes, a rede só tende a crescer.

Independência e autoconfiança
É natural da Geração Y ser autoconfiante, porém eles não são muito independentes. Mas é interessante buscar autonomia no mercado e em seu negócio para poder tomar decisões quando for necessário.

Estas são as dez características do empreendedor, claro que não existe empreendedor com todas, uns possuem mais uma característica do que outras. Porém é essencial focar nas que são menos desenvolvidas, para conseguir se superar e fazer o seu empreendimento se destacar no mercado.

Fonte: blog Mídia Boom.

*Plínio Reis Medeiros
 Profissional de Marketing, trabalha na YOU Núcleo de Inteligência Digital. Idealizador do blog Tecnocrata Digital. Idealizador do evento TwicontroES, encontro dos tuiteiros espirito-santense. Ama Marketing, atua na área de Marketing Digital e fissurado na Era Digital. Com experiência em agências, blogueiro desde 2008.

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Empreendedorismo na Internet: A Cibercultura mudando mercados

Por Plínio Medeiros

A internet tem mudado o mercado, o modo de fazer negócios, além de gerar tendências. É difícil dizer como ficará o mercado daqui a alguns anos, pois sempre surge um serviço novo, uma aplicação nova, um nicho novo.

Estes novos produtos ou serviços mudam completamente o mercado, que além de criar novos consumos, nichos, pode também modificar ou destruir antigos. E esta tendência vai ficando mais forte de acordo que o acesso a internet cresce.

Como exemplo podemos citar Larry Page e Sergey Brin, que ao criarem o Google mudaram o conceito de publicidade online, não só cobrando o que realmente é efetivo, quando o consumidor clica no anúncio, mas também oferecendo anúncios de acordo com o que ele está procurando.

Não podemos deixar de citar sobre Pierre Omydiar com o eBay, um site onde qualquer um pode vender o que desejar para qualquer pessoa. Tornando o site um grande portal de vendas, onde grandes empresas tiveram que reconhecer a sua importância e criarem canais de vendas dentro do eBay e seus associados.

Ou o exemplo de Michael Dell, que criou a Dell inovando permitindo que o próprio consumidor pudesse montar o computador do jeito que desejasse, usando o site e vendendo diretamente para o consumidor, reduzindo o preço que seria acrescentado caso passasse por lojas de varejo.

Também Mark Zuckerberg, que criando o Facebook, descobriu que uma rede de pessoas, chamada de Redes Sociais se relacionando é muito rentável, mesmo sem cobrar pelo acesso, mas sim, cobrando com publicidade online de acordo com o perfil do usuário.

O mesmo caminho, nas Redes Sociais, que Jack Dorsey tem tentado seguir com o Twitter, mostrando ao mundo o valor de informações instantâneas. O Twitter tem investido ultimamente em publicidade online, oferecendo anúncios no Trend Topics e também indicando para seguir interesse dos usuários de acordo com os perfis que eles seguem.

Também podemos citar Andrew Mason que é o novo prodígio do mercado com o conceito de compra coletiva, desenvolvendo a Groupon, que já atende a 30 países e que trabalha. O conceito é simples, quanto mais compras realizadas em grupos, maior o desconto, como se os compradores fossem uma grande associação.

Muitos jovens empreendedores têm desenvolvido esses novos empreendimentos, exigindo que o mercado se atualize, mudando conceitos e até mesmo destruindo completamente mercados que não se atualizaram, como por exemplo, os CDs sendo substituídos por discos comprados via mp3.

O Brasil já mostrou que possui muito potencial empreendedor para criar sucesso com empresas.com, ele já está sendo visado pelas grandes empresas do ramo devido a alta aceitação da população para esse tipo de consumo.

Porém falta acesso a investimentos para que os jovens empreendedores possam desenvolver as suas idéias na prática. A maioria das empresas citadas acima são do Vale do Silício, onde grandes empresas investem nessas novas idéias, o que no mercado chama-se de “anjo investidor”, com o objetivo de receberem retorno desses investimentos futuramente.

Mas infelizmente aqui no Brasil poucas empresas possuem esta cultura, diminuindo a possibilidade de sucesso destes empreendedores, limitando-os a recorrerem a alguns programas do Governo, como por exemplo, o Finep ou a incubadoras.

Ainda bem que tais empreendimentos não necessitam de muitos investimentos iniciais, já que na internet os custos são mais baixos, não precisa pagar impostos de estabelecimentos, o número de funcionários é mais enxuto, dentre outras características que ajudam no bolso.


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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Você é empreendedor da sua própria vida?


Todos os anos a Endeavor Brasil convida o mercado a engajar-se em um movimento mundial cujo objetivo é "desenvolver ações que promovam o empreendedorismo no Brasil, via Semana Global de Empreendedorismo, e que possam mobilizar, informar, inspirar e disseminar o tema para a sociedade."

Dentro deste contexto, o 
Projeto Instigar realizou dois eventos: um deles em português no próprio Projeto Instigar, e outro em inglês em parceria com o Wall Street Institute. Em ambos, a psicanálise foi utilizada como alicerce para discutir a respeito dos diversos aspectos psíquicos envolvidos em empreendedorismo.

Porém, muito mais interessante do que traçar um perfil genérico sobre empreendedores, o objetivo foi instigar os participantes para que se apropriassem dos seus próprios recursos e ferramentais internos para empreenderem não apenas o seu plano de negócio, mas principalmente a sua própria vida. Leia neste artigo alguns aspectos psíquicos envolvidos.

A primeira reflexão está relacionada à capacidade de entrar em contato com o próprio desejo, fugindo das demandas impostas pelo mercado, grupos familiares e sociais em que está inserido. O mercado inteiro pode ser constantemente pressionado a decolar em aviões super sônicos, mas talvez você deseje decolar em um balão de ar quente, e navegar ao sabor do vento...

A segunda reflexão está relacionada à capacidade de fazer uma importante distinção entre desejos e ilusões, compreendendo até que ponto ambos estão sob a influência de idealizações e mitos. Você realmente deseja "algo", ou está se iludindo que quando conseguir atingir este "algo", estará finalmente livre das diversas pressões que está submetido hoje em dia? E, até que ponto, o seu desejo está ancorado em ingênuas idealizações?

Digamos que o seu desejo realmente esteja no sentido contrário do senso comum, e que você deseje decolar em um balão de ar quente. A reflexão seguinte é: qual é a sua capacidade de sustentar o seu desejo? Lembre-se que sempre há custos (emocionais!) envolvidos em sustentar o próprio desejo, usualmente relacionados à importância e ao peso do olhar do outro: como é a sua capacidade de receber críticas, sem se deixar afetar por isto? Os critérios e referências que você usa são internos, externos ou um equilíbrio saudável entre ambos?

Talvez o aspecto psíquico mais essencial relacionado ao empreendedorismo, seja a capacidade de tolerar frustrações - ou, se emprestarmos o termo da física: resiliência: "Propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica." - Sob o ponto de vista psicanalítico, não estamos falando somente sobre como se recuperar de uma frustração, mas sim como efetivamente aprender com esta experiência, transformando a forma de se lidar com novas situações frustrantes que virão no decorrer da vida. É a partir desta capacidade de transformação, que é possível estabelecer um processo de pensamento criativo.

Além destes, estabelecer e sustentar relacionamentos saudáveis, onde o grau de maturidade investido permita construir soluções conjuntas ao lidar com os conflito, respeitando as diferenças entre você e o outro, também faz parte dos aspectos psíquicos relacionados ao tema.

Transformar desejos e sonhos em planos, exige não apenas esforço e trabalho intelectual e financeiro, mas também investimento emocional para lidar de forma saudável com as diferentes adversidades inerentes ao processo de empreender.

Independente se VOCÊ deseja decolar em um avião super sônico ou em um balão de ar quente, lembre-se que navegar é preciso!

Cuide-se!

Fonte: Administradores

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