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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A tendência das Microfranquias, suas oportunidades, modelos e cases


Negócios com investimento de até R$ 50 mil atraem empreendedores da classe média. Versões de negócios com baixo investimento são tendência para franqueadoras

Por Luisa Medeiros | luisa@mundodomarketing.com.br


As microfranquias, que tem investimento inicial de até R$ 50 mil e faturamento mensal máximo de R$ 30 mil se mostram promissoras para a economia nacional. O modelo registrou crescimento de 25% em 2012, superando os resultados gerais do setor que teve aumento de 16% no mesmo período.  As versões de pequeno porte movimentaram R$ 5 bilhões no último ano, se tornando responsáveis por 5% do faturamento das franquias no país, de acordo com dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising). 

O cenário próspero faz com que muitas marcas sejam criadas para atuar exclusivamente neste modelo. Simultaneamente, empresas consolidadas no mercado lançam versões simplificadas dos seus negócios para atender também aos pequenos empresários. Esta modalidade de operações mais enxuta atrai profissionais autônomos, que passam a operar sozinhos e em tempo integral as suas unidades. Em outros casos, as microfranquias são a escolha de investimento de quem ainda é funcionário em outra companhia, e utilizadas como fonte de renda complementar.

O baixo custo de implantação tornou as microfranquias as preferidas da classe média, trazendo para o mercado novos perfis de empreendedores com renda entre R$ 1.110,00 e R$ 3.875,00. “O setor cresce principalmente baseado nos emergentes. As pessoas da Classe C também são empreendedoras e querem ter um negócio próprio. Então, nada melhor para elas do que começarem com a microfranquia, pois o investimento e o risco são menores. Funciona como uma porta de entrada. O novo franqueado monta sua unidade pelo preço de um carro popular”, explica Edson Ramuth, Diretor de microfranquias da ABF, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Microfranquia como complemento de renda
Entre as empresas associadas à ABF existem opções flexíveis de franquias que não exigem ponto comercial, royalties ou capital de giro. Com o investimento de R$ 4.700,00 é possível se tornar um franqueado da Auto Brasil, especializada em serviços automobilísticos, o menor custo entre as afiliadas da ABF. As franqueadoras disponibilizam também opções de negócios para quem não pode se dedicar integralmente, mas quer empreender. A Mr. Kids permite que o microempresário opere suas máquinas sozinho e apenas nas horas vagas. A empresa do segmento de vending machines de brinquedos cobra R$ 5 mil de taxa de franquia, R$ 8.960,00 para a compra de máquinas e R$ 900,00 de estoque de produtos. A marca não exige ponto comercial exclusivo, contratação de funcionários e nem estabelece meta de recompra de produtos.

A flexibilidade de relacionamento com a franqueadora é um fator decisivo para a escolha do franqueado, que comumente divide suas atenções entre a sua unidade e outras atividades profissionais. “A maior parte dos franqueados da Mr. Kids usam o negócio como uma fonte de renda secundária. Com o tempo alguns acabam saindo do emprego para se dedicar a franquia, aumentando o número de máquinas, pontos e expandindo sua operação. Outro aspecto que ressalta essa liberdade é que 38% dos nossos franqueados são mulheres, fato que se deve a flexibilidade na supervisão das máquinas, deixando tempo livre para a família”, comenta Antônio Chiarizzi, Diretor da Mr. Kids, em entrevista ao Mundo do Marketing. 

O engenheiro mecânico Marcelo Fernando Blecha atuava em sua área de formação quando começou a pesquisar sobre franquias e atualmente se dedica exclusivamente ao negócio, lucrando cerca de R$ 7 mil por mês sobre um investimento inicial de pouco mais de R$ 14 mil. “Trabalhava em uma empresa alemã quando comecei a pesquisar sobre franquias. Levei em conta o custo, o tipo de produto e a facilidade em lidar com a operação. Optei pelas vending machines porque cuido, até hoje, de todo o processo sozinho: busco máquinas, supervisiono, reabasteço, procuro pontos novos. E na época me dividia entre o negócio e a minha função de engenheiro. Atualmente minha renda principal é a franquia. Meu investimento inicial foi pequeno, comecei com cinco máquinas, hoje já tenho mais de 50”, conta o franqueado da Mr.Kids.

De autônomo a franqueado
Com o surgimento de microfranquias especializadas em serviços como limpeza doméstica, manutenção residencial e delivery de beleza, muitos autônomos migram e se tornam franqueados.  O Brasil conta atualmente com mais de 1,5 milhão de profissionais que trabalham por conta própria registrados no MEI (Micro Empreendedor Individual), de acordo com informações do Portal Brasil. Este universo compreende desde donos de micro empresas até manicures, eletricistas, marceneiros, técnicos de informática, que passam a ver nas franquias a possibilidade de expandir o alcance de suas operações.

Algumas empresas como Dr. Resolve, Disk Manicure e Light Depil priorizam em seus modelos menores os franqueados especialistas no ramo e que atuem como operadores.  Os profissionais ligados a uma empresa experiente no mercado passam a usufruir da credibilidade da marca. “Fazendo parte da franquia, a pessoa tem muito mais condições de divulgar seu serviço e crescer. Como autônomo, o trabalho ficaria restrito à mão de obra própria, mas como franqueado o caminho natural é contratar outros profissionais. O principal diferencial é estar em um grupo. Além disso, as ações de Marketing e publicidade podem ser mais efetivas, uma vez que os custos são divididos entre todos. Sozinho, o autônomo dificilmente poderia fazer tais investimentos”, analisa Edson Ramuth, da ABF.

A facilidade de ingressar neste modelo de negócios, contudo, pode esconder armadilhas, principalmente para profissionais que estão migrando da autonomia e iniciando sua primeira atividade empresarial. A procedência da empresa e seus antecedentes são alguns pontos de atenção para o sucesso do investimento. Na internet existem várias empresas oferecendo franquias milagrosas que prometem, entre outras coisas, retorno imediato e enriquecimento a curto prazo. “O Brasil tem leis de franquias que todos devem respeitar, inclusive as microfranquias. O primeiro passo para ter certeza é verificar se a empresa está filiada à ABF. Como nenhum negócio vai à frente sem a proatividade do empresário, outro ponto importante é ter afinidade com a área em que vai trabalhar. Se não há identificação com o ramo, a chance de dar errado é muito grande”, diz Edson Ramuth.

Tendência para as grandes marcas
Enquanto algumas empresas são criadas para operação exclusiva no modelo de microfranquias, outras marcas de médio e grande porte percebem o formato como uma possibilidade de expansão e lançam versões simplificadas das suas franquias.  Com projeção de crescimento de 25% por ano até 2018, as microfranquias despertam a atenção pela possibilidade de exploração de novos nichos.  A aposta é mudar o foco dos poucos e grandes empresários com altos investimentos para pequenos empreendedores e difundir serviços e produtos específicos que demandam estruturas mais enxutas. “A tendência é que as franqueadoras criem estas ramificações pela necessidade de fazer modelos mais simples para atender à demanda”, diz o Diretor de Microfranquias da ABF.

A AcquaZero Car Wash, franquia de lavagem automotiva ecológica, diversificou o seu modelo de negócios para atender a diferentes localidades e perfis de franqueados. A marca tem a sua versão para shoppings centers com investimento incial podendo ultrapassar os R$ 200 mil, mas, em paralelo, disponibiliza duas opções de microfranquia: o licenciamento, que incluindo taxas de franquia e kit de produtos sai por R$ 8.480,00, e Delivery com trailer, cujo investimento é de R$ 25 mil, dando direito ao reboque personalizado da marca. “O mesmo negócio pode se encaixar em diferentes formatos e atender a diferentes necessidades. Além disso, é muito mais fácil encontrar 100 pessoas dispostas a investirem R$ 50 mil do que a investir R$ 500 mil. Uma unidade maior e mais cara traz mais visibilidade, mas a ideia dos pontos menores é popularizar a franquia, dando possibilidade a quem tem menor poder aquisitivo de também se posicionar no mercado”, comenta Marcos Mendes, Diretor da Acqua Zero, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Fonte: Mundo do Marketing

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Dez cuidados antes de abrir uma franquia


 por Erika Bismarchi

O sonho de muitos brasileiros é adquirir uma franquia. Afinal, é como começar uma corrida de obstáculos já na metade, sem ter de enfrentar uma série de incertezas comuns a quem parte do zero. É necessário ter em mente, porém, que não é porque ele está investindo em uma franquia que o negócio não está sujeito a riscos. Por isso, antes de investir em uma marca consolidada, deve-se deve ficar atento a alguns pontos cruciais que precisam ser observados na hora da escolha. O portal Franquia Empresa recomenda que todo empreendedor observe com cuidado dez pontos antes de assinar o contrato.
Escolha o segmento de franquia de maior interesse
Para dar o primeiro passo certo, é necessário que o empreendedor goste do ramo em que pretende atuar. Antes de comprar a marca, tenha a certeza de que você vai se sentir satisfeito e feliz trabalhando naquilo (vestuário, saúde e beleza, educação, turismo e prestação de serviço, por exemplo).
Selecione as marcas
Existem várias marcas de franquias disponíveis no mercado, algumas já consolidadas e de nome respeitados – também mais caras – e inúmeras marcas que estão crescendo e aparecendo agora. Observe essas novas franquias, preste atenção no diferencial ofertado e no produto. Aqui, é imprescindível que você tenha uma capacidade visionária, a de prever o potencial de sucesso de produto.
Valores cobrados
Cada franquia cobra taxas, que variam de acordo com cada modelo oferecido pelo franqueador. O que normalmente é cobrado por todas são os royalties, que correspondem ao direito autoral da marca, e por toda a publicidade, como divulgação da marca, produtos ou serviços. Há ainda a taxa de serviços, que é o valor que você irá pagar no ato da assinatura do contrato com o franqueador, permitindo assim o uso da marca e o pagamento de serviços como treinamentos e cursos.
Capital para investimento
Para investir direito – de forma que esse investimento não vire uma dor de cabeça mais tarde –, o ideal é que você tenha disponível para dar de entrada na hora da compra 50% do valor total do custo.
Escolha o ponto
Antes de comprar um ponto comercial que você ache adequado, consulte a franquia que pretende adquirir. É comum os franqueadores auxiliarem na escolha do ponto comercial em que se estabelecerá a franquia.
Solicite a ‘Circular de oferta de franquia’
De acordo com o artigo 3° da Lei de Franquias, assim que você escolher o negócio de sua preferência, exija a Circular de Oferta de Franquia. Ela deve conter todos os dados referentes ao bom andamento do acordo entre franqueador e franqueado, informações como balanços contábeis, descrição do negócio, condições contratuais para a sucessão de morten, serviços a serem prestados, taxas de publicidade e royalties e registro no Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). E não se esqueça de que esse acordo precisa estar escrito em português e ser analisado por um advogado especializado em franshising. Não tenha pressa. Vá com calma e analise bem.
Converse com os parceiros da franquia
Descubra quem são os fraqueados da rede e procure saber se eles estão satisfeitos com a franquia. E se encontrar algum caso de rescisão do contrato, investigue o motivo de desligamento da rede.
Não faça pagamentos adiantados
Só realize qualquer pagamento de qualquer taxa após pelo menos dez dias após o recebimento da Circular de Oferta de Franquias. Não custa repetir: não tenha pressa.
Pesquisa de mercado
Invista em uma pesquisa de mercado antes de comprar a franquia para saber o quanto o produto tem de saída.
Pesquise o registro da empresa no INPI
Antes de tomar qualquer decisão, investigue por meio do site do Inpi se lá consta o registro da marca do seu interesse. Não se esqueça de verificar também o titular.
Fonte: Blog dos Empreendedores

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Franquias aquecem o mercado brasileiro

O Boticário lidera em faturamento e ABF prevê aumento de 18% em 2010

Por Thiago Terra, do Mundo do Marketing

Em 2010, o mercado de franquias no Brasil deve faturar 18% a mais que o ano passado, o equivalente a 10% ou 12% de crescimento no número de unidades. Entre os mercados com maior potencial, o nordeste aparece como oportunidade por conta do aumento do poder aquisitivo dos consumidores e espaço físico para a expansão das lojas. Apesar de O Boticário liderar com sobras a quantidade de lojas em funcionamento, com 2834, a categorias de Acessórios Pessoais e Calçados foi o setor que mais faturou em 2009. O crescimento chegou a 41,2%, seguido de Vestuário, com 37,5% e Informática e Eletrônicos (28,9%). Alimentação manteve o aumento anual e, em 2009, chegou a 21,8% a mais em faturamento.

Mesmo com estes números favoráveis, as franquias não devem ser planejadas como solução única para expansão nem podem ser vistas como certeza de sucesso. Com o crescimento do setor, algumas empresas acreditam que este modelo seja a solução, principalmente o pequeno empresário, que acha que o retono normalmente é rápido. “Franquia nada mais é do que ter um investidor no seu negócio”, define Denis  Santini, professor do Núcleo de Varejo da ESPM-SP e do recém-criado curso de Marketing para Franquias, em entrevista ao Mundo do Marketing.

Falar em franquias no Brasil é o mesmo que citar O Boticário. Neste mercado, a rede é a lider dos rankings de faturamento e unidades abertas no país em 2009, seguida pelo instituto de ensino Kumon, que atende em 1599 estabelecimentos. Os dados da ABF (Associação Brasileira de Franchising) mostram que hoje são mais de 1700 franquias no Brasil e que, ano passado, o setor cresceu 14,7% em faturamento se comparado a 2008.

Liderança O Boticário
De uma pequena farmácia de manipulação em Curitiba, em 1977, para a liderança, O Boticário cresceu com base na qualidade dos produtos e dois anos depois da primeira loja a rede inaugurou o segundo ponto de venda no Aeroporto Internacional Afonso Pena, na mesma região. “As pessoas que passavam pelo aeroporto compravam os produtos para presentear ou revender. Esse foi o primeiro passo para a abertura da primeira franquia, em Brasília, em 1980”, explica Osvaldo Moscon, Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário, em entrevista ao site.

Cinco anos depois da primeira franquia, O Boticário já possuia cerca de 500 lojas pelo Brasil. Hoje são mais de 900 franqueados em 1550 municípios no país. Para chegar ao patamar, a empresa desenvolveu um processo de expansão de lojas a partir de análises do mercado e identificação de oportunidades. “Em pesquisa anual com a rede, obtivemos um índice de satisfação de 92% dos franqueados. Sabendo que os franqueados estão satisfeitos, temos mais segurança no bom desempenho deles”, conta Moscon.

Mesmo diante de um cenário positivo, os franqueados de O Boticário recebem orientações e compõem o quadro de investimento da rede. “Por mais que a marca seja consolidada e forte, é preciso muitos outros investimentos dos dois lados. Tanto do franqueado quanto da franqueadora. Não é apenas o modelo de negócios que está em alta. O que faz a diferença é a profissionalização, a empatia e a determinação”, garante o Gerente Executivo de Canais de Vendas de O Boticário.


Selo para validar franquias
Boa parte do bom momento vivido pelos franqueados e franqueadores no Brasil é, entre outros motivos, fruto do poder de compra da classe média. Com mais renda disponível, estes consumidores passaram a investir em produtos e serviços para o seu bem-estar. Prova disso é que os setores de calçados, de vestuário e de alimentação estão no topo da lista. A busca por uma franquia de qualidade e que traga retorno conta com o Selo de Excelência em Franchising, chancelado às redes que estiverem enquadradas nas normas da ABF e também que tenham bom retrospecto em pesquisa feita com os franqueados.

A Andarella detém o Selo ABF desde 2006 e concorre para que em 2011 seja chancelada pela entidade novamente. A boutique de calçados carioca possui 56 lojas, 43 delas franquias, e já planeja a abertura de sete novas lojas, ainda este ano, em São Paulo, Curitiba, Mato Grosso do Sul e Uberlândia. Porém, a rede está de olho no mercado nordestino, que apresenta grande potencial em abertura de franquias.

“O nordeste está se destacando pelo incentivo de bancos e empresas finaceiras e é a que nos dá mais retorno atualmente”, afirma Fábio Prata, Gerente de Franquias e Expansão da Andarella, que possui 17 franquias na região, em entrevista ao Mundo do Marketing. “Outro fator que ajuda no crescimento é a abertura de novos shoppings, o que estimula o negócio de franquias. Se o nordeste se mostra cada vez mais receptivo às franquias, no sul e no norte o movimento ainda é timido”, emenda Marcos Hirai, Diretor da Franchising Store, em entrevista ao portal.

Mercado X franquia
Hoje são mais de 1700 marcas franqueadas no Brasil e, em média, o retorno sobre o investimento é de 36 meses. Para tornar o negócio ainda mais atrativo, a ABF constatou que o índice de mortalidade das franquias é de menos de 1% ao ano. “Quando um franqueado pretende aumentar a rede o valor é mais baixo e isto acarreta em um poder maior de negociação. A cada unidade aberta, a empresa fortalece a sua marca”, ensina Ricardo Camargo, Diretor Executivo da ABF.

A média de maturidade de uma franquia, de acordo com a ABF, é de quatro a cinco anos. Após este período já é possível dominar os detalhes do manuseio da operação e isto é mais uma vantagem sobre os outros modelos de negócios. Enquanto a média de tempo para abrir uma empresa no Brasil é de seis meses, em 60 dias é possível abrir uma franquia.

Para completar os pontos positivos de se investir em franquias, a ABF sinaliza com a posibilidade de se obter informações de mercado de outros franqueados, receber treinamento e já fazer parte de um regime de software pronto para operar. “O índice de mortalidade é menor se comparado às operações independentes e entendemos que o franqueado tem um apoio do franqueador”, diz Prata, da Andarella.

Dicas e benefícios
O mais recomendável na Franchising Store é um negócio que já tenha dado provas de sucesso em outros lugares. E a melhor maneira é falar com quem já comprou aquela franquia antes. “Desconfie de franquias que prometem muito resultado e que custam pouco. Evite cair nas tentações das franquias baratas. Não existe nada fácil em franquia e nem garantia de sucesso”, alerta Marcos Hirai, Diretor da Franchising Store.

Além de ser um bom negócio para os empreendedores, as franquias representam mais de 700 mil empregos no país. Só em 2009, 72 mil pessoas conseguiram trabalho em lojas franqueadas. Muitas destas carteiras foram assinadas pela primeira vez, o que se transforma em mais um motivo para incentivar novas franquias no país.

Um dos modelos de franquias mais conhecidos do mundo é também referência em programas de iniciação à carreira profissional. “O McDonald's tem um programa forte de incentivo ao primeiro emprego e sinto falta disso nas franquias de marcas nacionais. Em média, as franquias são responsáveis por sete novos empregos por unidade”, completa o professor Denis Santini.


Fonte: Mundo do Marketing


terça-feira, 24 de agosto de 2010

4 dicas para avaliar franquias


O franchising pode ser um ótimo setor para investir. Mas é preciso ter em mente o seguinte: 1) as redes têm muito interesse em vender unidades, usando diversas táticas para conquistar o franqueado em potencial. E 2) nem todas têm a melhor estrutura para atender ao franqueado.
A decisão de comprar uma unidade de franquia deve ser precedida de muita ponderação. Pensando nisso, o site da revista “Entrepreneur” publicou quatro perguntas que o franqueado em potencial deve fazer. Confira.

1. Como o franqueador prepara os franqueados para que tenham sucesso? Quando você compra uma franquia, deve receber um sistema comprovado, que produza resultados previsíveis – e o franqueado irá ensinar como atingir essas metas. Para avaliar como a rede prepara seus franqueados, você deve tomar três atitudes. A primeira é ver o esquema de treinamento, que deve cobrir todo o funcionamento do negócio. A segunda é avaliar o suporte para a abertura da unidade – o que inclui escolha do ponto, reforma, negociação do aluguel e estoque inicial. A última é conhecer a equipe de apoio da rede, que precisa saber tudo sobre o negócio e ter disponibilidade para ajudar quando você precisar.

2. Como é o suporte contínuo às unidades? Depois que o negócio estiver em operação, surgirão problemas. O franqueador deverá ter uma equipe pronta para ajudar a todo momento. É preciso avaliar também se a rede mantém um esquema de compras em conjunto, para reduzir preços de mercadorias.

3. Como é o plano de marketing? Para ter sucesso, você precisa atrair clientes. Uma boa rede de franquias deve possuir um plano eficiente de publicidade, tanto para o início da unidade como para ações contínuas. No começo, é preciso solidificar a base de clientes. Depois, é necessário continuar crescendo.

4. Quanto você pode ganhar? A Circular de Oferta de Franquia (COF) contém os dois últimos balanços da rede. Mas, além de verificar a rentabilidade do negócio com essas informações, você precisa correr atrás de uma segunda fonte: os outros franqueados. Veja com eles como são os resultados da franquia nos dois primeiros anos e em quanto tempo ela começa a se sustentar. Verifique se os rendimentos estão de acordo com o que você espera. Depois de falar com os franqueados, leve informações conflitantes de volta para o franqueador e converse até que tenha respostas satisfatórias.

Fonte: Papo de Empreendedor

sábado, 21 de agosto de 2010

Saiba como se tornar um empreendedor

Participação de jovens ajuda a colocar o Brasil na terceira posição do ranking mundial de empreendedorismo. Hoje 68% destes jovens empresários empreendem por vocação, formação universitária e capacitação para o negócio.


Marcello Leone tinha 18 anos e cursava o segundo ano da faculdade de engenharia de produção, quando olhou para as ruas de Alphaville, na grande São Paulo, e enxergou ali uma oportunidade de negócio:
“Aqui concentra bastante residências, todas elas com poder aquisitivo de um nível bom, nas residências haveria necessidade para manutenções e foi nesse foco que a gente sentiu essa oportunidade,” conta Marcello.

Casas grandes, janelas altas, piscinas: cenário ideal para a criação de uma empresa especializada em limpeza. Apostando nessa idéia, Marcello usou todo o dinheiro que tinha na época  para alugar uma sala e montar um pequeno estoque de produtos de limpeza.

Eu nunca tive apoio assim, até pela formação, de ser um engenheiro, talvez dentro de casa, viria que eu poderia tá trabalhando numa grande empresa. Mas, não. Eu sempre acreditei e sonhei, na visão de ter um negócio próprio e no que eu trabalho, acho que o mercado precisava de inovações, de novas técnicas, então eu acabei realmente pegando o meu pouco dinheiro, três mil reais, comecei uma empresa. E veio muito na determinação do meu trabalho, na compra da venda, e o incentivo de correr atrás de novos clientes.

Se o capital era pequeno, a ousadia do jovem empreendedor era imensa. Acho que a minha vontade foi maior do que a visão do medo, e nunca tive uma característica de medo realmente desde que eu comecei essa oportunidade.

O ano de 2009 foi realmente indo atrás, sabendo que só dependia do meu suor, do meu esforço, para que eu conseguisse atingir o sucesso.

O empresário pouco entendia de limpeza. Mas foi estudar sobre o assunto. Começou a ler  os rótulos e as fichas técnicas dos produtos, e aprendeu sozinho.

Fazia diversos testes para ver o resultado, diluía o produto numa fórmula, fazia esse produto novamente numa outra proporção de diluição, até tentar chegar num resultado.
- e aí foi aprendendo?
- e aí foi assim!

Para o consultor Marcos Andrade, o jovem empreendedor se diferencia no mercado pela força de vontade.
O empreendedor, principalmente no Brasil, que tem uma série de dificuldades, burocracias e tudo o mais, ele é uma pessoa extremamente persistente. Uma pessoa que aprende com seus erros, se aperfeiçoa e vence uma série de barreiras. Então ele tem que ter esse espírito de muita atitude e persistência.

Os primeiros clientes não demoraram a chegar e a empresa cresceu. É aquela velha história: onde alguém enxerga um problema, alguém enxerga uma oportunidade. E age sobre isso porque muita gente tem boas idéias, mas diante dos primeiros percalços desiste e o empreendedor não. O empreendedor aprende com aquele problema e tenta de novo e persiste, né?

O empresário alugou uma loja maior, anunciou em revistas e guias locais, fez cursos de limpeza, e treinou os funcionários.

É recomendado o uso de todos os materiais e.p.i.s, que são os materiais de proteção individual, no caso bota, luva, máscara e óculos. Para que não ocorra nenhum risco com essa pessoa ou com quem for manipular o produto.

Hoje o empresário atende empresas e residências, e presta serviços  para a  limpeza de vidro, carpete e piscina.

O empresário trabalha muito: quinze horas por dia. Ele visita todos os clientes, e verifica pessoalmente se o serviço está bom e como pode melhorar. A pessoa gosta e fala para os amigos. e é com essa fórmula simples e eficiente – a indicação – que a empresa atende hoje quase dois mil clientes por mês.
Victor Kenski é cliente do empresário há três anos. Ele compra produtos de limpeza e contrata a manutenção para esta piscina. Satisfeito com o serviço, Victor já indicou a empresa para seis amigos.

“Quando um serviço é bom, a gente chama os amigos, a gente indica para todos eles, e isso vai formando uma corrente. Isso é bom para o empresário, e é bom também para nós porque ter um bom atendimento e suporte, uma ajuda quando precisa para resolver o problema, é muito importante,” conta Victor.

E o empresário Marcello sonha alto. Ele quer abrir uma franquia, e espalhar a marca em diversas lojas pelo país.

O empreendedor é aquele que tem ambição, ousadia e muita força de vontade. O jovem empreendedor é aquele que sonha e transforma esse sonho em realidade. Então ele supera todos os obstáculos para fazer o seu sonho virar uma coisa concreta, real.

Fonte: PEGN