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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ser Empreendedor “Demais” Não é Bom

Ser Empreendedor “Demais” Não é Bom

       Muito se fala sobre empreendedorismo hoje, sobretudo enaltecendo a figura do empreendedor como sendo uma pessoa repleta de qualidades invejáveis como inovador, líder, arrojado, seguro, assertivo, otimista, persistente, entre várias outras que contribuíram para se construir um mito de que o empreendedor é um grande herói. Hoje muitos se comparam a este perfil, querem ser empreendedores, enfatizam suas competências empreendedoras. Cada vez mais anúncios de emprego listam a atitude e o comportamento empreendedor como qualidade desejável. Todos querem ser reconhecidos por esta qualidade, embora poucos na verdade a possuam.

      Bem, na semana retrasada, recebi um email de um ex-aluno que reconheço como um verdadeiro empreendedor. É pró-ativo, dinâmico, super ativo, inteligente, com grande capacidade cognitiva, traços de liderança, criativo e influente. Ele me contou que participou de um processo seletivo para uma vaga em uma grande multinacional e suas competências empreendedoras o ajudaram a avançar por todas as etapas do processo, até que chegou na entrevista com aquele que seria seu futuro chefe. Não passou! Segundo o entrevistador, o candidato era empreendedor demais. ‘Empreendedor demais!!!!`, quase ouço meu aluno gritando no email, como alguém pode ser ‘empreendedor demais’ escreve inconformado.

      Como tudo na vida em excesso não é bom, ser empreendedor, a despeito de tudo de bom que se fala, em excesso também não é bom. Deixe-me citar algumas explicações por meio das mais conhecidas competências empreendedoras:


  1. Ser inovador demais significa que a pessoa não tem constância, não termina o que começa, vive tendo idéias, uma atrás da outra, o que compromete a capacidade de realização, pois sempre vai surgir uma ideia melhor do que a que ele está realizando;

  1. Ser pró-ativo demais significa que a pessoa pode tomar decisões por conta própria sem a experiência e o conhecimento suficientes para uma boa decisão e assim acabar sendo precipitado e escolher caminhos inadequados;

  1. Assumir riscos demais significa que a pessoa pode estar comprometendo recursos à toa, pode estar colocando muita coisa a perder, e pode estar expondo demais pares, clientes e seu supervisor;

  1. Ser persistente demais significa que a pessoa pode estar usando parâmetros errados que o levem a insistir demais em coisas que não valem mais a pena, podendo facilmente se tornar mera teimosia;

  1. Ter autonomia demais significa que a pessoa pode ter dificuldade para trabalhar em equipe, dividir responsabilidades, confiar em outras pessoas. Tem menos paciência para lidar com pessoas menos capazes do que ele;

  1. Ser auto-confiante demais significa que a pessoa pode ter uma visão distorcida da realidade, apoiar suas decisões demasiadamente em suas próprias intuições e se fechar às influências externas que o contradigam.


       Além disso, é importante ressaltar que nem todas as empresas precisam de empreendedores em todos os cargos e funções, é como dizer que todas as posições de um time de futebol precisam ser preenchidas por craques como Kaká. Cada posição requer um perfil diferente e nem todos precisam ter empreendedores.

      Por isso, digo ao meu ex-aluno que, o fato de o futuro chefe ter dito isso traz indícios de que ele não se sente à vontade com um funcionário muito empreendedor em sua equipe. Convenhamos, não é fácil ser chefe de um empreendedor. Empreendedores são difíceis de se lidar, são ousados, arrogantes, auto-suficientes, querem ir sempre além do limite, esquecem regras e hierarquia com facilidade, estão sempre sonhando alto, têm dificuldade em realizar tarefas burocráticas, rotineiras e de controle, acabam se metendo em mais coisas do que são capazes de entregar, são enfim, pessoas que podem trazer mais prejuízos do que benefícios e não é qualquer um que gostaria de enfrentar o desafio de ‘segurar’ ou ‘domar’ funcionários com perfil empreendedor.

      Ouso ainda afirmar que muitas pessoas se sentem ameaçadas por subordinados empreendedores. Muitos chefes que não são muito seguros de si não suportam alguém sob seu comando que brilhe mais do que eles. Pode parecer surpreendente, mas muitas pessoas com atitude empreendedora perdem o emprego justamente por aquela que deveria ser visto como sua grande qualidade. Já presenciei vários casos de funcionários empreendedores discriminados pelos colegas que relatavam críticas a este perfil para disfarçar a inveja por não deterem estes traços.

      Portanto, vamos tratar de desmistificar esta ideia de que verdadeiros empreendedores são necessários e valorizados em qualquer lugar. Não me surpreendo se meu aluno for melhor sucedido em uma outra oportunidade semelhante se ele ‘esconder’ algumas de suas características empreendedoras.

Fonte: Super Empreendedores

quinta-feira, 9 de junho de 2011

10 características para o empreendedor focar em seu negócio digital

Há alguns anos, as empresas.com destacam-se no mercado. Com faturamentos enormes elas têm chamado a atenção de investidores por todo o mundo. Com modelos de negócios cada vez mais inovadores, confira alguns deles.

Por Plínio Reis Medeiros*

Há alguns anos, as empresas.com destacam-se no mercado. Com faturamentos enormes elas têm chamado a atenção de investidores por todo o mundo. Com modelos de negócios cada vez mais inovadores,confira alguns deles.

Mas, no Brasil, como está o mercado digital e como estão os empreendedores?

Sobre a penetração do uso da internet, de acordo com a Ipsos Marplan, o Brasil mostra que tem público para investidores online com uma penetração de usuários de internet com 41% em Salvador, 39% em São Paulo e 36% em Porto Alegre, de toda a população. São 62 milhões de usuários, de acordo com a Ibope Nielsen, sendo o sétimo melhor mercado mundial de internet. E de acordo com o Deloitte, o internauta brasileiro passa três vezes mais tempo no computador do que na televisão.

Com um mercado tão receptivo assim, qual o motivo de não termos empreendedores no meio digital no Brasil?

Talvez por questões de investimentos, já que estes empreendedores são jovens, não possuem capital suficiente para fazer um investimento, ou até mesmo conseguir o apoio de um Anjo Investidor. Mas, além das questões de financiamento, há também as características de empreendedorismo, que vão além de uma boa idéia.

Segue abaixo as 10 características que todo empreendedor deve ter para fazer o seu negócio digital sob orientação e metodologia do Sebrae.

Busca de oportunidade e iniciativa
Manter-se informado sobre o mercado e sobre novas tecnologias é fundamental para empreender. Mais importante do que isso, é antecipar-se em idéias e criar negócios inovadores.

Persistência
Empreender não é fácil, dar a "cara à tapa" ao mercado e ser o primeiro a levar dói e, apesar do destaque, há a incredulidade dos investidores e clientes, principalmente por que muitos tem receio do que é novo. O empreendedor digital mais do que qualquer um deve ser persistente.

Correr riscos calculados
O empreendedor que não se arrisca não é empreendedor. Sendo um negócio inovador, ele por si só é arriscado. Mais importante do que simplesmente correr risco, é calculá-los, saber até onde é o limite e o quanto o mercado está preparado para a inovação.

Exigência de qualidade e eficiência
Manter padrões, atender bem os clientes e eficiência é fundamental, o público do mercado digital é bem mais crítico e é mais fácil essas críticas se propagarem.

Comprometimento
Por mais que os empreendedores digitais sejam jovens, negócio não é brincadeira, mesmo tendo um ar de divertimento, e muitas vezes pertencendo ao mercado de entretenimento, um negócio é algo que deve ser encarado com maturidade e seriedade.

Busca de informações
Seja no planejamento inicial ou para manter o negócio, no mercado digital as informações valem mais do que nos demais mercados. Uma nova metodologia, tendência ou tecnologia pode mudar totalmente o mercado. Talvez por isso tantos serviços são substituídos por outros na internet.

Estabelecimento de metas
Uma tendência da Geração Y é não valorizar tanto a organização e gestão como as gerações anteriores. Porém estabelecer metas de longo e curto prazos são fundamentais e estimulantes para o seu negócio.

Planejamento e monitoramento sistemáticos
Outro fator que a geração Y possui dificuldade. Desenvolver um bom planejamento, minimizar erros, verificar operações que estão falhando, é importante não somente no início, mas também durante todo o processo.

Persuação e rede de contatos
Está aí algo que a internet favorece muito, pois no mercado digital é tudo muito expansivo, facilmente divulgado e interativo. Basta ter um serviço de qualidade e uma boa estratégia, aliados com um bom relacionamento com parceiros, colaboradores e clientes, a rede só tende a crescer.

Independência e autoconfiança
É natural da Geração Y ser autoconfiante, porém eles não são muito independentes. Mas é interessante buscar autonomia no mercado e em seu negócio para poder tomar decisões quando for necessário.

Estas são as dez características do empreendedor, claro que não existe empreendedor com todas, uns possuem mais uma característica do que outras. Porém é essencial focar nas que são menos desenvolvidas, para conseguir se superar e fazer o seu empreendimento se destacar no mercado.

Fonte: blog Mídia Boom.

*Plínio Reis Medeiros
 Profissional de Marketing, trabalha na YOU Núcleo de Inteligência Digital. Idealizador do blog Tecnocrata Digital. Idealizador do evento TwicontroES, encontro dos tuiteiros espirito-santense. Ama Marketing, atua na área de Marketing Digital e fissurado na Era Digital. Com experiência em agências, blogueiro desde 2008.

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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Empreendedorismo no Brasil: Pare de reclamar e saia do lugar!

Como parte da blogagem coletiva promovida pela Endeavor, gostaríamos de reforçar nosso otimismo em relação ao empreendedorismo no Brasil.
Gosto de dizer que “estamos engatinhando a passos largos”. Ou seja, ainda temos um longo caminho pela frente, mas novas oportunidades têm aparecido de forma cada vez mais rápida.

Pare de se esconder e saia do lugar!

Oportunidades só aparecem pra quem procura

Frases como “Brasileiro não paga por isso” ou “Não há dinheiro disponível para financiar minha empresa”, são no mínimo um sinal de ingenuidade. Declarar que algo é impossível sem ao menos ter tentado é uma desculpinha sem tamanho.

Uma coisa legal do nosso país é que ele é gigantesco, o que traz possibilidades praticamente infinitas em diversas áreas. Se com 190 milhões de pessoas você não consegue absolutamente ninguém para ser seu cliente ou investir na sua empresa, o problema é o seu projeto, não o país.

Sobrevivência é uma questão de adaptabilidade

Darwin já dizia que na natureza não é o mais forte que sobrevive, é o mais apto. Nas entrelinhas tenho certeza que ele quis dizer “Se vira meu filho!”.

Se o argumento de Darwin não é científico o suficiente, lembre-se do que Rocky já dizia “O mundo não é um mar de rosas. A vida não se trata de quão forte você bate e sim do quão forte você pode apanhar e ainda ser capaz de se levantar”.

Ou seja, todo mundo tem que pagar impostos altos e todo mundo tem dificuldade pra conseguir clientes. Aceite isso e siga em frente.

Quem faz a diferença é quem sai do lugar

Se algo te incomoda, existem 2 opções: encher o saco dos outros reclamando da vida ou sair do lugar e fazer a diferença. Pessoalmente sou muito a favor da 2ª postura, já que nunca vi nenhum projeto criado por alguém que só reclama e não faz nada.

Lógico que a jornada empreendedora continua sendo extremamente difícil, mas quem disse que reclamar vai torná-la mais fácil?

Empreender não é pra qualquer um

Luiz já definiu muito bem quais são as 3 características que um empreendedor precisa. 2 dessas características (conhecimento técnico e conhecimento gerencial) podem ser aprendidas, ser “imparável” não.

Não importa em qual área, desde refinarias de petróleo até padarias, o empreendedor sabe que os problemas existem, mas isso não o impede de agir. Sem a postura “imparável” e disposição para correr riscos é impossível que uma empresa saia do lugar.

Isso não quer dizer de forma alguma que o empreendedor é o único cara que agrega valor à sociedade. Cada um precisa encontrar o caminho que tenha aptidão, só assim conseguimos crescer em conjunto. O empreendedor é uma peça importante no tabuleiro, mas não é a única.

Conclusão

Todo mundo tem medo da terrível burocracia e das estatísticas de mortalidade das empresas. Porém, para empreender você precisa superar esses medos e fazer o máximo para superar as estatísticas e encontrar seu lugar entre os vencedores.

Lembre-se que coragem não significa ausência de medo, coragem significa agir mesmo com o medo.

E você, o que tem feito para empreender no Brasil?

Abraços,
Millor Machado (ignorando a opinião dos pessimistas)


Fonte: Saia do Lugar

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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Perfis empreendedores

Bem, a verdade é que nenhum empreendedor é completo. Todos eles têm falhas, defeitos, problemas, como qualquer um de nós


Você acha que todos os empreendedores são iguais? Você acha que algumas pessoas são mais empreendedoras porque carregam algumas características e outras não? Para ser empreendedor é preciso ser parecido com os empreendedores bem sucedidos? Será que existe um perfil empreendedor único?

A resposta para todas estas perguntas é 'não'. A figura da pessoa que carrega em si todas as virtudes de sucesso não passa de um mito, o mito do 'empreendedor-herói', aquele que reúne tantas qualidades, possuem histórias tão inspiradoras e únicas que você se sente a anos-luz de distância de qualquer um deles. Por isso, qualquer um tende a responder afirmativamente a qualquer das perguntas acima, assumindo que ser como um destes bem sucedidos empreendedores é um sonho inatingível.

Bem, a verdade é que nenhum empreendedor é completo. Todos eles têm falhas, defeitos, problemas, como qualquer um de nós. Então, porque alguns são bem sucedidos e outros não? O que existe, na verdade, são tipos diferentes de empreendedores. Os empreendedores podem ter um conjunto destas características, mas não todas elas. Passo a discorrer a seguir sobre cada um destes perfis.

- O empreendedor-criativo. São empreendedores cheios de idéia, de imaginação fértil, grande capacidade de descobrir novos pontos de vista, enxergar o que ninguém vê, identificar oportunidades e pensar em soluções surpreendentes. São pessoas que possuem uma visão singular do mundo, que conseguem se adaptar facilmente às mudanças e que vivem no mundo da lua, sempre imaginando futuros brilhantes. Por outro lado, falta-lhes a visão pragmática, a capacidade de colocar suas idéias em prática, de partir para a ação e de engajar outras pessoas em seus devaneios.

- O empreendedor-administrador. São os empreendedores que pegam a idéia do criativo e analisam a viabilidade da idéia. Conseguem fazer um estudo minucioso, estudar o mercado, levantar informações, estruturar dados, fazer contas. São metódicos e detalhistas, são formais e organizados. Este tipo de empreendedor, ao contrário do criativo, tem os pés muito bem fincados no chão, não se arriscam, tem uma visão bastante pragmática e objetiva. Precisa de bons argumentos para se convencer de algo e planos bem estruturados que prevejam o futuro. Eles são ótimos para elaborar planos de negócios, mas péssimos para colocar os planos em prática. Nestas situações, ele demora para dar o primeiro passo, acha sempre que o planejamento não está completo ainda, e acaba paralisado atrás de uma mesa.

- O empreendedor-realizador. São os que põem a mão na massa, querem ver a coisa acontecendo, querem ver resultados. São ágeis, dinâmicos, ativos, nunca têm preguiça, têm muita iniciativa e boa vontade, e estão sempre fazendo mil coisas ao mesmo tempo. São os primeiros a se apresentar quando algo precisa ser feito e não conseguem ficar parados. O empreendedor-realizador é aquele que pega a idéia do criativo, que já foi analisada e estruturada pelo administrador, e faz acontecer. Ele é aquele que 'carrega o piano', mas não liga, até gosta, pois se sente útil e vivo. Este perfil, por outro lado, tem dificuldade de pensar antes de agir, invariavelmente se vê refazendo as coisas porque não parou pelo menos para ver as implicações de seus atos.

- O empreendedor-integrador, é aquele que promove a união do grupo, a utilização de todo o potencial de cada membro, a integração de esforços em torno de objetivos comuns e a exploração da motivação intrínseca que mobiliza cada membro no projeto. São pessoas que servem de inspiração no grupo, reúnem a atenção em torno de si, conseguem engajar pessoas só pelo discurso e empatia. São hábeis em conhecer as pessoas e lidar com elas, também conseguem fazer com que cada um dê o máximo de si e organiza times em que seus membros se complementem uns aos outros. Podemos dizer que este tipo de empreendedor é o líder da equipe, ou seja, nem todos os empreendedores têm perfil de liderança, apenas os empreendedores-integradores, um equívoco muito freqüente.

- O empreendedor-promotor sabe se relacionar muito bem com pessoas, tanto quanto o integrador, porém não com a equipe interna e sim com a equipe externa, formada por parceiros, clientes, investidores, fornecedores, terceiros, etc. Seu papel é vender a idéia para obter recursos (financeiros ou não) e apoio geral para a idéia. Podemos dizer que ele é o 'vendedor' do grupo. Ele gosta muito de encontros sociais, fala bastante, tem muitos amigos, prefere fazer negócios em ambientes informais, cativa, envolve, influencia e articula muito bem seu discurso. O perfil promotor sempre vai ser requerido em qualquer projeto de natureza empreendedora. Porém são poucos que detém esta habilidade e normalmente, como são os que mais aparecem na imprensa, frequentemente se acha que o empreendedor tem obrigatoriamente este perfil.

Por isso, podemos afirmar que qualquer empreendimento de sucesso conta com vários tipos de empreendedores. Uma pessoa pode ter mais do que um perfil, mas dificilmente concentra 4 ou 5 perfis. Esta conclusão desmistifica não só o mito do empreendedor herói, mas também o mito do empreendedor lobo solitário, que pode se virar sozinho e de forma independente. Pelo contrário, o empreendedor precisa saber se aliar a pessoas que complementem suas deficiências. Empreendedorismo é sempre em equipe. Esta é uma das características comuns entre todos os empreendedores, a capacidade de trabalhar de forma integrada e harmoniosa dentro de um time.

Da mesma forma, dificilmente as pessoas possuem o mesmo perfil ao longo do tempo. Suas vivências e experiências vão proporcionando condições para enfatizar outros perfis com o tempo. Também é comum pessoas desempenharem perfis diferentes em contextos sociais diferentes. Às vezes o sujeito é criativo no futebol com amigos, integrador no ambiente de trabalho e realizador dentro de casa, e tudo bem ser assim.

Portanto, respondendo à pergunta do que diferencia pessoas normais de empreendedores, eu diria que todos podemos empreender, desde que saibamos usar bem as características do nosso perfil e, ao mesmo tempo, saibamos buscar fazer parcerias com pessoas que tenham perfis complementares ao meu.

Fonte: Administradores

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Será que você tem características de empreendedor? Faça esse teste!

A dica de hoje foi dada por Daniel Isenberg no blog da Harvard Business Review


Apenas responda sim ou não e seja honesto consigo mesmo. Lembre-se que as piores mentiras são as que contamos para nós mesmos.



  1. Eu não gosto de pessoas menos capacitadas do que eu me dizendo o que fazer
  2. Eu gosto de me desafiar
  3. Eu gosto de vencer
  4. Eu gosto de ser meu próprio chefe
  5. Eu sempre procuro por formas novas e melhores para fazer as coisas
  6. Eu gosto de questionar a sabedoria convencional
  7. Eu gosto de juntar pessoas para fazer os projetos sairem
  8. Pessoas se empolgam com minhas ideias
  9. Dificilmente fico satisfeito ou acomodado
  10. Não consigo ficar parado
  11. Normalmente consigo sair de situações complicadas
  12. Prefiro falhar em algo meu do que ter sucesso em algo de outra pessoa
  13. Sempre que existe um problema, estou pronto para tentar resolvê-lo
  14. Acho que cachorros velhos podem aprender e até inventar truques novos
  15. Tenho familiares que tem suas próprias empresas
  16. Tenho amigos que tem suas próprias empresas
  17. Quando mais novo, eu trabalhei depois da escola ou durante as férias
  18. Eu me empolgo muito vendendo coisas
  19. Eu fico extasiado quando alcanço resultados
  20. Eu poderia ter escrito um teste melhor do que esse tal de Isenberg
Se você respondeu “sim” para 17 ou mais perguntas, olhe para seu salário (se você ainda tiver um). Se a empresa que emitiu o pagamento não for sua, é hora de buscar dentro da sua alma o que você realmente quer fazer.

Fonte: Saia do Lugar

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Como desenvolver suas 3 características do empreendedor

Em conversa com Yuri Gitahy (da Aceleradora) sobre as características do Empreendedor, vimos que existem 3 categorias principais de características que um empreendedor (ou uma equipe de empreendedores) deve ter:
  1. Ser “imparável”
  2. Conhecimento técnico
  3. Conhecimento gerencial
Não é qualquer um que pode dirigir uma empresa.




Os 3 tipos são essenciais, por isso vale o esforço de análise na hora de montar sua equipe de sócios, de contratar pessoas pra sua gestão ou pra se preparar pra virar um empreendedor.

Porém, não existe um kit “Vire um empreendedor em 10 passos e, se comprar agora, leve uma secretária”. É preciso entender como desenvolver cada um desses tipos de características:

1- Ser “imparável”

Ser “imparável” é saber que não importa o que aconteça, você alcançará o sucesso, mesmo que isso envolva uma mudança de planos. Essa é a primeira característica essencial a qualquer empreendedor.

Porém, é uma questão muito mais inata do que “desenvolvível”. Ou seja, se você é do tipo acomodado com a situação atual e simplesmente não se interessa em fazer sempre mais e melhor, recomendo que você encontre alguém “imparável” para empreender com você.

2- Conhecimento técnico

Uma construtora precisa de engenheiros, um hospital de médicos e por aí vai. Alguém precisa ser o cara técnico, pois algo precisa ser produzido e entregue.

Esse é o tipo de conhecimento que precisa de um curso técnico ou uma faculdade para que se adquira o expertise. Além de necessitar de certo tempo entre estudos e prática, a supervisão e auxílio de professores é essencial na maioria das áreas do conhecimento.

3- Conhecimento gerencial

Segundo o Sebrae, a falta de conhecimento em gestão é um dos maiores motivos pelos quais muitas empresas vão à falência.
É muito normal pessoas com os outros dois grupos de características acharem que gestão é simplesmente algo fácil de fazer e que não é preciso se preparar e estudar. Mas imagine uma empresa sem uma pessoa com essas características essenciais para gestão:

a) Liderança

Não apenas influenciar e ser referência, mas principalmente conseguir motivar pessoas a produzirem o melhor possível no melhor ambiente possível.
Conhecimentos em recursos humanos, se bem aplicados, podem fazer grande diferença na produtividade de uma equipe.

b) Finanças e contabilidade

“Manda tudo pro contador?” – isso é o que mais se ouve; mas você navegaria em alto mar sem um gps ou alguém que realmente conhece o que acontece por lá?
Ou seja, ter alguém que consiga não só acompanhar de perto um contador, mas principalmente organizar as finanças da empresa e traçar cenários é simplesmente vital.

c) Vendas e Marketing

Noções de negociação, posicionamento do produto no mercado e habilidades de vendas são um dos principais pilares em qualquer empresa. Todo mundo precisa vender, e ponto.
Subestimar a dificuldade de uma venda é um dos erros clássicos de pequenos e médios empresários, principalmente de startups de tecnologia.

Conclusão

Basicamente, existem duas formas para se desenvolver conhecimentos gerenciais: prática e estudo. Pra aprender na prática não existe segredo, é dar a cara a tapa mesmo.

E aí? Quais características ainda faltam pra você se tornar um empreendedor completo?

Luiz Piovesana
Fonte: Saia do Lugar