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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Como Evitar o Fracasso em Negócios


Como Evitar o Fracasso em NegóciosMuitas pessoas acreditam que depois de terem estabelecido um pequeno negócio e ter um certo rendimento seu trabalho está feito e, em seguida, a empresa vai cuidar de si própria. É hora de sentar, relaxar e colher os frutos. Claro, essa atitude pode ser um caminho garantido para o fracasso do negócio. Tem sido frequentemente mencionado que muitas empresas fracassam na fase de crescimento, quando as vendas estão a aumentar rapidamente e quando o negócio ainda está em sua fase de arranque.


Aqui estão alguns erros críticos de negócio:
• A essência do sucesso das pequenas empresas é a capacidade de identificar novas oportunidades e responder a elas rapidamente. Nunca se esqueça disso ou suponha que você pode diminuir o ritmo e processo de procura de negócios e aumento as vendas. Tais erros de negócio acontecem com as grandes empresas, que eventualmente leva ao seu declínio.
• Um elemento importante da empresa de pequeno porte é permanecer focado, realizar um bom projeto. Os pequenos empresários que alcançam o sucesso, muitas vezes assumem que eles são infalíveis e começam a criar outros negócios dos quais eles não têm a menor noção. A grande maioria resulta em novos empreendimentos produzindo erros e perdas que derrubam o negócio original.
• Vários estudos sobre sucesso em negócios indicam que a chave para o sucesso em longo prazo é ser flexível, adaptável e sensível às novas exigências de mercado. Uma vez que as empresas a alcançar o sucesso, elas geralmente criam procedimentos, normas, manuais e processos que tendem a tornar-se demasiado rígidos. “Não é a nossa maneira de trabalho ou de nosso sistema” é uma outra maneira de dizer que o cliente está errado. Este tipo de atitude cria erros e leva ao suicídio empresarial.
• A administração da empresa começa a acreditar que precisa de sistemas complexos e contrata pessoas especializadas para isso. Este pessoal começar a construir sistemas que são “user friendly”. Isso geralmente significa ‘sistema amigável para o usuário’, mas raramente amigável para o consumidor final ou o representante do serviço ao cliente. Permitir um programador de sistema liderar o processo de melhorar o serviço ao cliente é um erro. Queira ou não, a grande maioria de programadores de sistema acredita (ou espera) que todos pensem como eles, e acabam por criar sistemas incompreensíveis para qualquer outro departamento e uma abordagem adversa para a equipe de marketing e vendas.
• Nunca faça um erro de deixar o departamento de contabilidade controlar o processo de planejamento. Se isso acontecer (como é muitas vezes o caso), o resultado é uma série de projeções financeiras suportadas por alguma narrativa. Os números não são baseados em qualquer tipo de análise competitiva, pesquisa de mercado ou oportunidades estratégicas. As projeções são baseadas em resultados históricos. Mais uma vez, este processo garante o fracasso do plano estratégico para o negócio. A pesquisa mostrou claramente que a equipe de marketing, vendas ou grupo de pesquisa deve liderar o processo.
Fonte: Como Fazer

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Os Investidores Podem Salvar a Economia


Os investidores dão suporte ao crescimento das empresas e oferecem conhecimento de negócios, melhores práticas de gestão e cultura de planejamento.
Os investimentos de Private Equity estiveram presentes em 42% das transações de fusões e aquisições no primeiro semestre e estão capitalizados para injetar cerca de US$ 15 bilhões em nossa economia nos próximos anos. Mais do que recursos financeiros, os investidores desse tipo aportam também conhecimento de negócios, melhores práticas de governança corporativa, profissionalização e a cultura de planejamento de médio e longo prazos. São, então, um parceiro natural aos empreendedores!

O momento é bastante oportuno. Esses investimentos estão dando suporte ao crescimento de empresas de diversos setores que, desta forma, aproveitam as oportunidades propiciadas pelo excelente momento econômico brasileiro. Tal como no Brasil, os investimentos de Private Equity desempenham papel importante também em outras economias, inclusive naquelas que atualmente se recuperam dos recentes desdobramentos da crise financeira global iniciada em 2008.
Embora existam significativas diferenças sociais, econômicas e de perspectivas de mercado, dentre outras, entre os mercados há uma inegável característica comum: a importância da participação dos investidores de Private Equity na recuperação e na expansão das economias.
Os resultados das pesquisas realizadas pela PwC em anos anteriores junto a este investidor de perfil tipicamente financeiro indicavam que as empresas investidas estavam fortemente concentradas no corte e na otimização de custos, e este foi o direcionador da indústria nos países desenvolvidos durante o período de 2008 a 2010: sobrevivência no momento de crise.
Atualmente a percepção é muito mais completa. O contexto atual demonstra que as empresas investidas profissionalizaram-se e tiveram desempenho superior ao esperado. Além disto, elas têm hoje uma estratégia muito clara da necessidade de crescimento e de perpetuidade de suas operações. Além de recursos, aportar este conhecimento é essencial.
A expansão dos negócios é o principal objetivo dos investidores e das empresas investidas (portfolio companies), que voltam a considerar aquisições e consolidações. O período de permanência nos investimentos (holding periods) está maior. Os resultados da atual pesquisa revelam, no entanto, que a alavancagem financeira continua sendo uma preocupação, pois ainda há muitas dívidas nos balanços e haverá a necessidade de rolagem.
A capacidade de atrair e reter talentos é outro importante diferencial numa época em que há uma generalizada escassez de pessoal qualificado em todos os setores (e economias), assim como absorver o expertise financeiro do investidor que chega com os recursos de private equity. E por fim, mas não menos importante, é fundamental ter em prática os princípios de governança corporativa, que em períodos de crise ou bonança é a ferramenta de controle e valorização das empresas.
Estes pontos de atenção detectados na pesquisa da PwC são aplicáveis em qualquer economia. Seja no Brasil, onde o investidor de Private Equity tem um papel importante na consolidação do país num momento em que há enorme necessidade de investimentos em diversos setores, seja nos mercados desenvolvidos, como a Inglaterra, que necessitam desse tipo de investimento para retornar ao patamar de atividade econômica pré-crise.
Alexandre Pierantoni é sócio da PwC Brasil, especialista em Corporate Finance, e também escreveu sobre as Fusôes e Aquisições como oportunidades para emrpesas brasileiras.
Fonte: Endeavor

sábado, 14 de abril de 2012

8 etapas para buscar o sucesso do negócio


Empresas modernas, constantemente, enfrentam dificuldades para lidar com a gestão de seu negócio. Demora na entrega de produtos, reclamações de clientes, desmotivação de colaboradores e problemas de comunicação são fatos recorrentes nas organizações, que sofrem o impacto das constantes transformações econômicas, tecnológicas e sociais que afetam o mundo corporativo. Se, antigamente, o sucesso da companhia estava relacionado ao foco na qualidade, hoje é a boa gestão que torna o negócio bem sucedido.

"As organizações vivem um processo evolutivo em que, para sobreviver no mercado, passaram a fazer não só a gestão da qualidade dos processos, mas também trabalhar a qualidade da gestão. Dessa forma, as empresas buscam a excelência, por meio de um processo contínuo e permanente, que gera resultados concretos", ressalta Gustavo Utescher, gerente de processos da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).

Para auxiliar na busca pela excelência, a Fundação sugere oito caminhos, baseados nos Critérios de Excelência que sustentam o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), que vão contribuir para a melhoria da gestão e o sucesso do negócio.



1 - Seja um líder exemplar 
O papel da liderança é fundamental para definir e comunicar os valores e objetivos da empresa para todos os colaboradores. O líder precisa atuar de forma aberta, democrática e ativa, incentivando a cultura da excelência, a promoção de relações de qualidade e a proteção dos interesses da organização. Inspirador e motivador, ele deve primar pela ética empresarial e pelos bons resultados da organização. 

2 - Equilibre planos a curto e longo prazos 
Estabeleça estratégias para alcançar os objetivos da empresa, levando em conta informações relativas a clientes, mercados, fornecedores, colaboradores, sua capacidade de prestar serviços, produzir e vender. Isso permite posicionar a organização de forma competitiva e garantir a sua continuidade. Em seguida, elabore planos de ação, definindo responsáveis, prazos e recursos necessários para a execução de atividades que visam atingir as principais metas e estratégias no curto e longo prazo. 

3 - Conheça e ouça os clientes 
Agrupe os tipos de clientes com características similares, identifique e analise suas necessidades, a fim de oferecer os serviços ou produtos adequados a esses grupos. Considerando suas diferenças, divulgue produtos e serviços no canal mais adequado para atingir os clientes. Promova avaliações periódicas do nível de satisfação e crie um meio de comunicação para ouvir as reclamações e sugestões, a fim de identificar oportunidades de melhoria. 

4 - Preocupe-se com o meio ambiente e seja socialmente responsável 
Fique ciente dos danos que as atividades e instalações da empresa causam ao meio ambiente – faça o consumo controlado de água, energia elétrica e papel, e descarte corretamente sobras de produção, lixo, lâmpadas fluorescentes, cartuchos de impressora e embalagens. Promova ações e projeto sociais, conscientizando e envolvendo os colaboradores com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento sustentado. Doações que auxiliam temporariamente a comunidade são atividades isoladas que não atingem esse objetivo. 

5 - Organize as informações
As informações necessárias para a execução das atividades da empresa, análise e condução dos negócios devem estar definidas e organizadas por um sistema padronizado, que disponibilize ferramentas e tecnologias mais eficazes para atender as necessidades dos colaboradores. A empresa deve ainda compartilhar as informações a fim de permitir a execução adequada das funções. Quando registradas e documentadas, essas informações possibilitam a continuidade das atividades em caso de substituição de profissionais. 

6 - Incentive, Respeite e valorize colaboradores
Defina claramente as funções e responsabilidades dos colaboradores, pontuando a participação de cada um e promovendo a sinergia do trabalho em equipe. Disponibilize ações de capacitação com base num plano de treinamento, a fim de desenvolver as habilidades e conhecimentos para exercer as atividades diárias. Na hora de contratar, selecione colaboradores que estejam aptos a atender as necessidades atuais e futuras da organização. Isso os mantém motivados e satisfeitos com o trabalho. 

7 - Domine os processos e forneça informações confiáveis
A organização, por meio dos seus gestores, deve conhecer e segmentar o conjunto de processos que agregam valor para o negócio, bem como aqueles relacionados aos fornecedores e aos aspectos financeiros. A tomada de decisões e execução de ações precisa ter como base na medição e análise do desempenho, levando-se em consideração as informações disponíveis, além de incluir os riscos identificados. 

8 - Controle o desenvolvimento do negócio
A empresa deve estabelecer indicadores e metas que permitam controlar as principais atividades e analisar o desempenho do negócio. Reuniões regulares com os dirigentes da organização são fundamentais para mensurar os resultados obtidos e tomar medidas corretivas, quando necessário. Esses indicadores e metas precisam contemplar aspectos relacionados a finanças, produção, vendas, fornecedores, clientes, colaboradores e questões ambientais.

Fonte: Fundação Nacional da Qualidade

domingo, 17 de julho de 2011

O empreendedor de sucesso, em cinco passos

 Por Carlos Dias

Você quer abrir uma empresa – ou fazer do negócio que já tem – uma fonte de satisfação pessoal e dinheiro sobrando no banco? É claro que quer. Você quer um mapa, um roteiro, uma receita de como atingir esse objetivo? Nem precisa responder. O problema é que isso não existe. Essa ilusão talvez seja um dos principais motivos da falência da maioria das empresas brasileiras antes de completarem um, três, cinco anos de vida. É que os olhos de muitos empreendedores são, às vezes, maiores do que a boca. O sonho de sucesso não se realiza apenas com uma boa ideia e vontade de trabalhar – coisa que o brasileiro tem de sobra. Em um mercado cada vez mais competitivo e agressivo, é preciso preparo.

O Empreendedores completa hoje dois anos de existência dedicado a ajudar os donos de micro e pequenas empresas a se preparar para atingir o sucesso. Você é um dos mais de 1,1 milhão de leitores que nesses 730 dias leram reportagens diárias, de domingo a domingo, deixando mais de 5 mil comentários. Com base nessa experiência, a equipe do blog detectou cinco aspectos do empreendedorismo que merecem atenção especial de qualquer pessoa que tenha ou pretenda abrir seu próprio negócio. Para comemorar o aniversário e com o objetivo de fornecer algo que se aproxime de uma receita de sucesso, começamos com este post uma série de reportagens intitulada Soluções de Sucesso, com o que consideramos os cinco principais passos para você atingir sua meta. São os seguintes:

Planejamento
Sabe por que Ayrton Senna era imbatível na chuva? Sim, claro que ele era talentosíssimo. Mas desde garoto, quando corria no kart, ele ia para a pista quando começava a chover. Enquanto outros voltavam para casa, ele ia treinar debaixo do temporal. O mesmo exemplo vale para o empreendedor. Muita gente abre logo a empresa, começa a trabalhar, mas não se prepara para isso, confiando apenas no talento. Elaborar um plano de negócios é essencial para atingir o sucesso. Afinal, como alcançar um objetivo se nem você sabe qual é?

Recursos Humanos
A sua empresa pode ser muito pequena. Pode ter apenas um funcionário. Mas toda viagem, por mais longa que seja, começa com o primeiro passo. Você pode ser o patrão, mas, acredite: um funcionário pode destruir a sua empresa. E a culpa é dele? Não, é sua. Por isso, o empreendedor precisa ler, pesquisar e aprender mais sobre liderança. Existem técnicas para seleção de colaboradores, e não se pode contratar alguém apenas porque você “foi com a cara” dele. Foi-se o também o tempo em que o chefe mandava e o empregado obedecia sem pestanejar nem reclamar. Hoje em dia, é preciso conquistar os corações e mentes para motivar a sua equipe. E se você fez direitinho o planejamento do seu negócio, você saberá aonde quer chegar e poderá cobrar objetivos dos seus funcionários.

Atendimento ao cliente
Se você contratou, treinou e motivou seus colaboradores, o bom atendimento ao cliente será uma consequência quase natural. Hoje em dia, com tantos produtos aparentemente parecidos e preços muito próximos, o que pode fazer toda a diferença é como o consumidor se sente no seu estabelecimento. Da mesma forma que os funcionários precisam se sentir bem tratados, o cliente também considera isso essencial – mesmo que nem se dê conta disso. Consciente de seus direitos, ele não quer ter a sensação de que tudo que você quer dele é o seu dinheiro. Para isso, também existem técnicas e o empresário tem que ler, pesquisar e acompanhar as tendências.

Internet
Muita gente ainda tem muita resistência às novas tecnologias de comunicação. Não é para menos. A cada dia surgem novos equipamentos, aparelhos, softwares e mídias sociais. Quando você se acostuma com uma coisa, aparece outra que todo mundo parece adorar – menos você. Afinal, se já dá tanto trabalho tocar o negócio no mundo real, como arrumar tempo para administrá-lo no virtual? É verdade. Mas não tem outro jeito. Estar na internet não é mais uma opção, um diferencial, mas sim uma necessidade. O lado bom disso é que vale a pena. Lembre-se de que, na tela do computador, sua empresa tem o mesmo tamanho de uma multinacional. Além disso, a internet faz parte do atendimento ao cliente simplesmente porque ele está lá.

Gestão financeira
Você sabe o que é margem de contribuição? E apuração de resultados? E ponto de equilíbrio? Uma grande quantidade de empreendedores nunca ouviu falar dessas expressões. E isso é um problema. Finanças e contabilidade são como chuva para muitos pilotos. Mas se você quiser ser um Ayrton Senna no seu ramo, precisa aprender. Mesmo com um negócio bem planejado, com uma equipe motivada e com muitos clientes satisfeitos, sua empresa pode ir por água abaixo sem uma boa gestão financeira. Quando malfeita, ela é uma bomba-relógio. Aquilo que parece lucro pode ser na verdade prejuízo.

Fonte: Blog dos Empreendedores

quinta-feira, 30 de junho de 2011

5 passos para atingir seus objetivos profissionais

Executivo avalia a importância do planejamento e explica como elaborá-lo da maneira mais eficiente para se conseguir sucesso profissional

Que a vida tem seu próprio caminho e que nem sempre o que planejamos acontece, não é segredo para ninguém. Mas isso não dispensa a elaboração de um plano de carreira, principalmente se o profissional quer aumentar suas chances de sucesso na conquista de seus objetivos.

O CEO do Grupo Soma, Antônio Carminhato, apesar de reconhecer que muitos executivos de sucesso não fizeram um plano de carreira, avalia que é fundamental os jovens sem muita experiência, e mesmo os executivos formados, se preocuparem com um planejamento.

Traçar metas, definir objetivos e saber onde se quer chegar é importante, pois só com esses dados em mãos você vai saber o que é preciso fazer para conquistar seus objetivos.

Tenha um modelo

Carminhato sugere que antes de tudo o profissional tenha um benchmark, ou seja, um modelo de executivo que ele admire. 

“Se ele tiver um modelo, um profissional que ele admira, ele poderá traçar um plano de carreira baseado na experiência de outros executivos”, avalia Carminhato. Encontrado seu benchmark, é o momento de traçar suas metas e objetivos. É indispensável que o indivíduo tenha um objetivo profissional. Caso não o tenha, o plano de carreira não será necessário, mesmo porque, nesses casos, qualquer destino é válido. 



Chad McDermott/ iStockPhoto








Caso não tenha um objetivo de carreira, o plano não será necessário, porque, nesses casos, qualquer destino é válido, destaca o executivo




Defina suas metas 

Para traçar seu plano de carreira, saiba que é sempre bom ter uma meta factível, considerando o médio e o longo prazo. O CEO do Grupo Soma fala em prazos de cinco a dez anos. A faixa temporal sugerida é interessante, pois tudo vai depender muito do que se pretende atingir. Para determinados objetivos, cinco anos é um prazo insuficiente, mas para outros, dez é demais.

Tenha em mente também que, na definição do plano de carreira, o imediatismo é um grande inimigo. Saiba que tudo no mundo profissional é lento e gradual, “ninguém sai da posição de estagiário e vira gerente”. É preciso considerar toda a escala de evolução dentro da empresa para que se atinja o determinado status planejado.

Desenvolvendo as competências

Mas sejamos práticos: como um plano de carreira vai te ajudar? “Ele ajuda principalmente no sentido de definir um cenário claro e palpável do que você precisa para chegar onde quer”, afirma Carminhato.

A ideia é a seguinte: depois de traçar seu objetivo profissional, observe aquele modelo de executivo que você definiu inicialmente. Dessa observação, coloque no papel as competências que ele possui e confronte com as suas. Veja o que você precisa desenvolver e reconheça o que não domina.

Esse trabalho vai ajudar a deixar as coisas mais claras, pois você percebe onde está, onde quer chegar e o que precisa fazer para que tudo aconteça. Com isso claro e bem definido, é possível traçar metas de ano em ano, ou seja, nos próximos dois anos, por exemplo, foque no desenvolvimento de determinadas competências que acredite ser mais interessantes; nos dois anos seguintes, escolha outras. Assim, você vai conquistando as competências de uma forma gradual e consistente.

Reciclagem profissional

No curso da sua carreira, oportunidades para realizar uma reciclagem profissional não vão faltar, mas cuidado, tudo deve ser muito bem avaliado e ponderado. Em uma época na qual os profissionais trocam muito mais de emprego do que se costumava fazer, é importante não se precipitar.

“Reciclagem profissional é saudável, mas a reciclagem de uma forma acelerada, não”, o CEO do Grupo Soma ainda complementa que deve haver um período de equilíbrio entre a troca de posição e o tempo mínimo que o profissional deve ficar na empresa.

O ponto crítico para decidir entre sair ou não de uma empresa deve ser as oportunidades de desenvolvimento que a mesma oferece. Então, veja se sua empresa está lhe oferecendo essas oportunidades, e que elas sejam sólidas e reais, e, em caso afirmativo, prefira aproveitá-las a buscar outras posições. Se acreditar que já esgotou todas as oportunidades, então é hora de mudar.

Lembre-se sempre: a análise deve ser fria, madura e sem qualquer tipo de envolvimento emocional. Tenha ainda em mente o longo-prazo, não se deixe levar pelo imediatismo do curto prazo. “Pode ser que uma mudança rápida de emprego traga uma satisfação momentânea na nova posição, mas pode gerar um outro processo de estagnação que não estava previsto”, avalia Carminhato.

Outros pontos que são importantes considerar na análise são, em primeiro lugar, se você gosta do que faz, se é reconhecido e, também, a questão do salário, que pode não ser o ideal, mas deve estar adequado pelas atividades que desenvolve dentro da empresa.

E se no meio do caminho as coisas não forem exatamente como você pensava?

Hoje, o mercado e as pessoas estão muito mais flexíveis do que há alguns anos. Se você percebeu que a profissão escolhida não era exatamente aquilo que esperava, considere fazer uma segunda graduação, por que não?

A questão aqui é responder a perguntar fundamental: vou ficar os próximos 50 anos assumindo o erro que eu fiz ou vou tomar uma decisão e fazer aquilo que eu gosto? Lembre-se ainda que a vida profissional já não é mais de 30, 35 anos como era no passado; ela agora é muito mais longa, pela própria longevidade da população.

Com isso em mente, avalie muito bem e prefira atrasar quatro ou cinco anos sua carreira profissional do que estragar o resto da sua vida. A decisão, claro, é extremamente pessoal e não deve, em hipótese alguma, ser tomada pela impulsividade.

Não esqueça, porém, que o curso da vida pode levá-lo para caminhos jamais planejados, mas isso não dispensa um plano de carreira. “Não é porque o mar vai estar tumultuado que eu não vou fazer um planejamento da travessia do oceano, não vou deixar meu barco ao léu só porque pode acontecer uma coisa lá no meio do oceano”.

O plano da travessia é sim essencial e, se lá no meio do oceano tiver uma turbulência, você com certeza vai estar muito mais bem preparado para decidir do que se não tivesse feito o plano antecipadamente.

Fonte: Infomoney

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segunda-feira, 23 de agosto de 2010

E-commerce sem planejamento quebra PMEs

fechamento de lojas virtuais. Pricipais motivosPequenos e médios empreendedores acham que basta abrir um site na internet e começar a vender como se fosse uma loja física. Muitos quebram e desistem do negócio porque não sabem se adequar ao comércio eletrônico.

Em 2009, o e-commerce brasileiro somou um faturamento de R$ 10,5 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão contabilizado apenas no período do Natal.

De olho nesses dados, empresas se movimentam e investem cada vez mais neste oceano de oportunidades proporcionado pelos recursos da venda online.

Ter uma loja virtual não é a mesma coisa que manter uma loja física, ainda mais em tempos onde a mudança é mais rápida que no “mundo real”.

Diversos pequenos varejistas virtuais quebram logo no início do negócio. O que devemos fazer para mudar esse cenário?

O primeiro passo é o planejamento, treinamento e capacitação, enriquecido de pesquisas de mercado, análise de concorrência e planos de expansão alinhados com metas bem definidas, além de muito, muito trabalho e dedicação.

Alguns dos fatores que contribuem para os problemas vivenciados no e-commerce são:
  • Ideia de que o negócio virtual é mais barato por conta da falta de um plano de marketing sem pesquisas fundamentadas com profissionais do mercado;
  • Investimento em plataformas de tecnologia de baixa qualidade pelo preço;
  • Pouca análise de concorrência e falta de pesquisa sobre a viabilidade de venda pela web de determinada linha de produtos. As perguntas aqui são: Esse produto vai vender na web? Este produto já está saturado na web?
  • Mesmo que a resposta seja não, o produto é próprio para venda na internet?
  • Atendimento falho, o que contribui para insatisfação de clientes que acabam não sendo fidelizados;
  • Falta de conhecimento e profissionalismo para atuar com a internet.
Confira agora os principais pontos que suprem os desafios a serem superados, mencionados nos itens anteriores.

Marketing digital e redes sociais no e-commerce

O plano de marketing deve ser muito bem definido e com grande parte de seu investimento voltado às mídias digitais e sociais, principalmente quando a marca ainda não é fortemente conhecida entre os consumidores.

Aproveite o cliente quando ele está perto do momento de decisão de compra.
Os mecanismos de busca e sites comparadores de preços estão no topo do ranking. Em seguida, boas ações de email marketing, personalizadas e segmentadas, contribuem para maior taxa de conversão em vendas no e-commerce.

Porém, isso não é regra, há uma necessidade eminente de testar qual ou quais ferramentas de marketing digital são mais adequadas à realidade de cada e-commerce e, a partir daí, então aplicar o que traz mais ROI.

Nesse caso, também é preciso contar com a ajuda de profissionais da área para que todo investimento não seja em vão. Ele pode criar ações ainda mais inteligentes para conseguir o melhor retorno sobre o investimento e, não se esqueça, na internet tudo pode ser mensurado. 

Tecnologia adequada ao e-commerce

Em relação ao investimento em tecnologias de e-commerce, mesmo no início, pense em ferramentas que, acima de tudo, sejam completas, mesmo que o valor seja superior.

Verifique se ela possui hoje todas as funcionalidades que seu negócio demanda. Se baseie em modelos de e-commerce que atuam no mesmo mercado que o seu e já possuem sistemas adequados para o giro do negócio.

A plataforma deve estar preparada para integrar-se com ferramentas de análise de resultados na web, como o Google Analytics, por exemplo.

Concorrência, atendimento e fidelização no e-commerce

Na análise de concorrência, veja como as lojas virtuais do mesmo segmento se comportam fora do país, faça pesquisas em sites internacionais.

Para fidelizar o cliente, o atendimento é um dos fatores fundamentais. A partir dessa conquista, a probabilidade de viralização (boca a boca) aumenta consideravelmente.

O ideal é igualar o atendimento de excelência baseado nos grandes lojistas virtuais. Se a estrutura de atendimento for pequena no início, gerencie a expectativa de seu cliente.

Se você já possui um negócio no ambiente físico e quer abrir um portal de e-commerce com o mesmo business da loja física, tem tudo da mão: a garantia de que seus fieis clientes e a sabedoria de como ter e manter um empreendimento.

Estamos vivendo um momento de migração de compras do mundo físico ao digital. Como cliente, você certamente, ao decidir comprar pelo e-commerce, vai querer adquirir um produto, cuja marca já conhece no ambiente offline.

Antes de tomar qualquer decisão relacionada à abertura de uma empresa no e-commerce ou mesmo tomar novas atitudes para alavancar as vendas de quem está presente na internet, é essencial conversar com pessoas experientes do mercado, seja com uma consultoria ou contratação.

O e-commerce exige tecnologia, agilidade, inovação, parcerias diferenciadas e acompanhamento do perfil do target. O empreendedor precisa de ajuda profissional para não errar no começo do e-commerce.

Por Natan Sztamfater no WebInsider
Fonte: Blog do E-Commerce