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domingo, 28 de abril de 2013

Como investir em ações?


Confira dicas sobre como atuar no mercado financeiro


Realizar investimentos de diversos tipos é uma atividade cada vez mais comum e acessível para qualquer cidadão. A informatização e a automação dos sistemas da Bolsa de Valores – bem como a disseminação da internet e o aumento do poder aquisitivo dos brasileiros – possibilitaram a compra e a venda de ações e títulos de forma bem mais simples e rápida do que se imagina. Mas lembre-se: com dinheiro, não se brinca. Para começar a investir, deve-se partir do pressuposto de uma vida financeira saudável e regrada.

COMO COMEÇAR

Para investir em ações, é necessária a mediação de uma instituição financeira, geralmente um banco ou uma corretora de valores credenciada pelo Banco Central. A maioria das corretoras conta com plataformas on-line – as home brokers – que permitem a interação dos usuários com a Bolsa de Valores a partir de uma conexão com a internet. Existem taxas (corretagem e custódia) que variam entre as empresas. Portanto, deixe seu lado consumidor falar mais alto e pesquise preços e promoções de várias corretoras, e avalie qual delas se encaixa melhor no seu perfil investidor antes de fechar a escolha. De acordo com Miriam Macari, especialista em corretagem de valores e investimentos, para investir em ações, especificamente, não existe um perfil ideal. "Depende do investimento pelo qual a pessoa quer optar, dos seus objetivos e dos riscos que pretende correr. Existem vários ativos disponíveis no mercado de ações nos quais ele pode investir", explica.
Imagem: Thinkstock

FIQUE ATENTO

Quanto gastar

O Mercado de Ações é ideal para estratégias de ganhos a longo prazo. Logo, querer obter retorno imediato para saldar dívidas de curto prazo só vai trazer mais prejuízo. Saber como e qual é a importância de poupar para fazer sobrar dinheiro no final do mês é vital. "Parece óbvio, mas muita gente esquece disso", afirma Macari. Virtude: Educação financeira. Vício: Esperar ganhos imediatos ou em curto prazo.

Organização

Vencido o primeiro desafio, pergunte-se: o que eu quero com esse investimento? Aposentar-me com conforto, comprar um apartamento ou fazer uma viagem? Lembre-se: ganhos com ações são de longo prazo. Virtude: Traçar um objetivo. Vício: Começar dando passos maiores do que as pernas.

Informação

Na caderneta de poupança, você coloca o dinheiro e espera ele render sozinho. Em ações, você tem que se informar sobre as empresas onde vai investir, as perspectivas do setor e o panorama econômico e político. Tenha em mente que todo investimento envolve riscos – sobretudo, os de renda variável – e os ganhos ou as perdas dependem das suas escolhas. Virtude: Buscar informações. Vício: Permanecer desatualizado ou ignorar as diversas variáveis.

Estratégia

A máxima do mercado é comprar na baixa e vender na alta. Mas outros detalhes entre a compra e a venda devem ser considerados. "Existem formas de se proteger no mercado de ações, investindo com risco baixo", destaca Macari. Não se deve tomar nenhuma atitude por impulso ou emoção. Tudo precisa ser analisado. Virtude: Traçar estratégias de investimento. Vício: Comprar ou vender ações por impulso, sem estudar o mercado.

Diversidade

Nunca, absolutamente nunca aposte todas as suas fichas em uma só empresa ou em um só setor. Diversifique seus investimentos. Dessa forma, você será bem menos afetado por eventuais oscilações ou até por uma crise em um determinado setor da economia. Virtude: Diversificar a carteira. Vício: Pegar atalhos "milagrosos".

TIPOS DE INVESTIMENTO

O tipo de investimento pelo qual o aspirante a investidor deve optar varia de acordo com o seu comportamento financeiro – que vai de conservador a arrojado – de modo que o melhor caminho para escolher é se informar minuciosamente sobre as características de cada um. Os modelos de investimentos mais comuns no mercado são:
1. Renda fixa

- Tesouro direto

- CDBs e RDBs (Certificados e Recibos de Depósitos Bancários)

- Debênture

- Caderneta de poupança

2. Renda variável 

- Ações

- Fundo de Índice (ETF)

- Fundos de Investimento 
Matéria publicada originalmente na Revista Administradores nº 9 (setembro)
Fonte: Administradores

quarta-feira, 14 de março de 2012

Como investir em tempos de crise?


Economista explica que a grande chave é tentar não especular tentando tirar proveito do momento

Com o sistema financeiro em crise, investir – prática que normalmente já gera inúmeras dúvidas, principalmente na cabeça de quem não é muito acostumado com esse mercado – se torna uma atividade ainda mais meticulosa. Qualquer passo em falso pode complicar bastante a vida de qualquer um.
Pensando nesse público, o economista Marcos Silvestre lançou o livro "Investimentos à prova de crise", em que aponta os melhores caminhos (e as melhores formas de percorrê-los) para se investir nessa fase de turbulências econômicas.
Para Silvestre, a grande chave é não querer ganhar especulando com a situação. "Evite, por exemplo, a tentação de querer comprar ações baratas para revendê-las mais caras pouco tempo depois", afirma, para depois complementar: "especuladores podem até ganhar muito dinheiro tentando atuar nestas 'brechas' de mercado, mas também perdem grandes quantias, e por isso precisam ter grandes capitais para bancarem sua estratégia investidora oportunidade'.
Veja abaixo a íntegra da entrevista que Silvestre concedeu ao Administradores:
Como proteger seus investimentos dos efeitos da crise?
Não tente ganhar especulativamente com a crise, e você também não perderá com ela. Evite, por exemplo, a tentação de querer comprar ações baratas para revendê-las mais caras pouco tempo depois. Sim, crises fazem as ações na bolsa apresentarem grande volatilidade de preços, com fortes quedas e abruptas altas subsequentes, o que abre margem para a atuação de especuladores. E especuladores podem até ganhar muito dinheiro tentando atuar nestas "brechas" de mercado, mas também perdem grandes quantias, e por isso precisam ter grandes capitais para bancarsua estratégia investidora oportunidade.
Já o pequeno (ou o médio) investidor, que disponha de pelo menos alguns poucos milhares de reais para aplicar no mercado de ações por ano, pode perfeitamente formar uma carteira de ações de primeira linha no longo prazo (acima de cinco anos) como estratégia para juntar um capital e realizar um grande sonho, como comprar um carro, uma casa, ou se aposentar com o respaldo de uma boa reserva financeira. Com isso, mesmo em tempos de crise, este investidor poderia perfeitamente ganhar uma média de rentabilidade líquida real mensal de 0,60%, algo equivalente a seis vezes o que lhe paga a caderneta de poupança, e com a grande segurança de somente investir em ativos financeiros de grande qualidade no longo prazo, ou seja, em ações das maiores e mais lucrativas empresas brasileiras negociadas na bolsa de valores.
Em tempos de crise, investir no longo prazo é a melhor opção?
No ano passado, as ações das grandes e sólidas empresas brasileiras mais negociadas na Bovespa fecharam todas com prejuízo. Isto, apesar de todas apresentarem grandes lucros, algumas até com lucratividade histórica recorde. Isto deverá ocorrer novamente em 2011, e talvez até em 2012. Mas uma incoerência como esta – ações de excelentes empresas, que vão muito bem, se desvalorizarem ano após ano – não pode perdurar no longo prazo, acima de cinco anos, simplesmente porque assim tais ações ficarão baratas de mais e, sendo a nossa Bovespa uma bolsa muito globalizada, o investidor internacional entrará comprando fortemente, no que será prontamente acompanhado pelo investidor local. Este mecanismo natural de incremento na demanda quando o preço cai demais é que mantém uma ação no longo prazo pagando em termos líquidos e nominais (sem descontar inflação) pelo menos o dobro que a caderneta de poupança. Desde que seja uma ação com grande liquidez, desde que esteja entre a mais negociadas da Bovespa, naturalmente.
O brasileiro sabe investir, conhece as opções?
O brasileiro médio até pode chegar a ser um investidor eventual, mas não é um investidor de fato, não tem planos de investimento que lhe permitam realizar seus grandes sonhos de compra e consumo aplicando uma mensalidade numa determinada aplicação, juntando dinheiro e ganhando juros para formar uma "bolada" e depois comprar à vista e com desconto. Assim, acaba sendo forçado a fazer uma nova dívida (crediário, financiamento) para conquistar qualquer bem de maior valor, deixando de embolsar um belo desconto à vista e ainda por cima pagando uma montanha de juros neste que é o país recordista mundial em juros reais praticados ao consumidor. Não ter uma cultura investidora custa muito dinheiro e qualidade de vida ao brasileiro padrão.
Quanto às ações, nos "anos de ouro" da Bovespa – de 2003 a 2008 – muitos investidores de pequeno porte "entusiastas" chegaram a entrar no mercado empolgados com as expressivas recorrentes altas. Mais de um terço deles já abandonou o mercado acionário desde então, e muitos hoje ainda estão lá, mas contrariados. Isso é um erro, porque o ganho que se deve esperar com ações não é aquele de alta porcentagem num curto período de tempo, mas o de uma "pequena" diferença na rentabilidade mensal nominal média com relação às aplicações conservadoras (Ex.: 1,10% líquidos mensais nas ações X 0,60% na poupança) que representará uma grande diferença na rentabilidade líquida real mensal – já descontada a inflação – que é a dimensão que deve realmente interessar para o investidor (Ex.: 0,60% líquidos das ações X 0,10% da poupança, descontada a inflação que é de 0,50% para ambas).
Se aplicarmos R$ 200 por mês na poupança com rentabilidade líquida real de 0,10% durante cinco anos, teremos R$ 12.400 acumulados (e devidamente corrigidos pela inflação acumulada) ao final do período, num ganho de R$ 400. Se o mesmo valor for destinado para quaisquer ações de grande liquidez da Bovespa, com ganho líquido real mensal de 0,60%, o mesmo esforço poupador e investidor mensal tem grandes chances de resultar no acúmulo de R$ 14.500, com ganho de R$ 2.500, o que dá mais de seis vezes o ganho acumulado da poupança, com a segurança de se investir somente em "blue chips", as ações mais cobiçadas do mercado.
Investimentos mais rentáveis podem ter seus riscos minimizados ou você acredita que quanto mais rentável for mais risco um investimento corre?
Há no mercado financeiro uma máxima de bom senso que dita o seguinte: "Quanto maior o risco, maior o retorno". O que não pode acontecer é seguir essa máxima cegamente e passar a acreditar que, expondo-se a risco, seu dinheiro estará naturalmente fadado a render mais. Na prática, a pior maneira de tentar comprar uma rentabilidade diferenciada é se predispor a pagar com a moeda da segurança. Agindo assim você entregará antecipadamente o "ouro" sem a menor garantia de que a tal aplicação arriscada lhe trará "diamantes" em retorno por tamanho desprendimento. Diferentemente do que corre por aí, ser dinâmico nos seus investimentos e rentabilizar bem não tem nada a ver com expor-se a risco tentando lucrar mais, pois uma postura investidora de alto risco pode afastar o aplicador da busca inteligente por aplicações que conciliem segurança elevada com retorno diferenciado, exatamente como os títulos públicos do Tesouro Direto e as ações de boas empresas brasileiras compradas via Home Broker.
O segredo do investidor dinâmico está, portanto, em fazer um bom plano de investimento para cada grande sonho que tiver, e assim identificar corretamente o prazo de realização de cada plano, buscando então a aplicação que melhor remunera em prazo equivalente, sem expor seu dinheiro a riscos. Assim, para planos de dois a cinco anos, dê preferência, por exemplo, à aplicação em títulos públicos, que podem pagar entre duas a três vezes o que lhe dá a poupança. Já para prazo superior a cinco anos, prefira as ações de grande liquidez negociadas na Bovespa, podendo assim ganhar seis vezes – ou mais – o que embolsa com a caderneta. Pense nas aplicações financeiras como o veículo que o levará ao seu destino, a realização do seu sonho: se for muito pertinho, vá a pé (de caderneta), um pouco mais longe, vá de carro (títulos públicos), e mais longe ainda, vá de avião (ações líquidas da Bovespa). 
Fonte: Administradores

terça-feira, 13 de março de 2012

Executivos brasileiros ainda acham arriscado investir em redes sociais, diz estudo


Estudo aponta nove passos para as empresas minimizarem o lado negativo e terem sucesso na estratégia. Marcas devem utilizar canais como fator de negócio

Por Fernanda Salem


O Brasil é reconhecido como um dos países mais sociáveis do mundo e reflete isto sendo uma grande potência nas mídias sociais. As marcas nacionais, no entanto, não se igualam à média global na questão de como utilizar as plataformas da melhor maneira para atingir o consumidor online. Um estudo da Forbes em parceria com a agência de Relações Públicas Weber Shandwick mostrou que os executivos brasileiros ainda veem mais riscos do que ganhos nas mídias sociais e criou um guia com nove passos para que as empresas obtenham sucesso na estratégia de sociabilidade.
A pesquisa entrevistou 1.897 profissionais de 50 países, incluindo o Brasil, e concluiu que a maioria das empresas brasileiras ainda trata as redes sociais como uma ferramenta de ativação e não como fator de negócio. No mundo, em geral, a área já é utilizada para que as empresas entendam seu produto ou serviço na sociedade.
Uma das amostras da dificuldade das marcas nacionais em lidarem com a sociabilidade é que os executivos brasileiros ainda têm um pé atrás sobre os ganhos do investimento. Para 41% dos entrevistados do Brasil, os riscos de apostar nas plataformas são maiores que os ganhos, contra 23% que acham o mesmo globalmente. Na média mundial, 54% acreditam que os ganhos são maiores que os riscos, contra 39% dos brasileiros.
"Ainda existe um receio das mídias sociais no Brasil. Aqui se criou um mito de que as redes só servem para fazer entretenimento e humor, o que restringe o público. Nas empresas globais elas são tratadas seriamente, como algo que agrega valor ao negócio e não apenas para ativar produtos", diz Everton Schultz, Diretor de Mídias Sociais da Weber Shandwick, em entrevista ao Mundo do Marketing.
Outro ponto que demonstra que as redes sociais ainda não têm todo seu potencial aproveitado é a importância que as empresas dão para elas em relação à reputação da marca. Para 64% dos executivos brasileiros a qualidade do atendimento ao cliente é o mais importante, seguida por qualidade da marca (60%) e dos talentos (51%). O engajamento online fica em último lugar, com 47%.

Engajamento é fator menos importante
"Quando vemos que o atendimento ao consumidor é mais importante para as empresas do que o engajamento online fica claro que as redes sociais não são vistas como fator de negócio, já que a maior parte do atendimento hoje em dia é realizada na internet. Um item está diretamente associado ao outro e, se as empresas não percebem isso, elas ainda não dão a importância certa às plataformas", diz Schultz.
Nove passos da sociabilidade
Com base nos resultados, o estudo criou nove passos para guiar as marcas na busca pela sociabilidade e no melhor uso das plataformas. O primeiro é a questão da mensagem, que deve ser tão importante quanto a presença em um canal. Um ponto positivo para o Brasil é que as marcas brasileiras estão à frente das globais na criação de conteúdos específicos para as redes sociais, com 36% contra 28%.
"O fato de termos um bom resultado em relação ao conteúdo específico para as mídias sociais mostra que estamos atentos à realidade do nosso público, já que os brasileiros usam muito as redes sociais. O ponto mais importante, no entanto, é se este conteúdo é relevante", diz Schultz.
Para atingir a relevância é preciso especificar ainda mais. Em primeiro lugar, deve-se identificar uma audiência qualificada, diretamente associada ao negócio da empresa, para criar a interação. Também é importante construir um projeto editorial para cada mídia, sem copiar informações do Twitter para o Facebook, por exemplo. Já o principal ponto, e mais desafiador, é ir além dos concursos, eventos e da notícia broadcasting, puramente de divulgação. O ideal é dizer algo interessante para a sociedade e sobre os assuntos atuais, e não apenas sobre a empresa.
Coloque sua marca em movimento
A segunda dica é espalhar a presença da marca pelas redes sociais, utilizando o maior número possível de canais, mas sempre com um plano definido por trás. Neste caso, a presença brasileira está bem próxima dos resultados globais, mostrando novamente que a questão não é estar nas plataformas, mas sim o conteúdo gerado. O Twitter obtém um destaque no país, com 64% de uso contra 58% das respostas globais.
"O Twitter teve um grande boom no Brasil, até pela facilidade de criar um perfil da empresa no canal. Mas este número pode não mostrar a realidade, já que várias marcas acabam deixando seus perfis desatualizados. Houve uma corrida para se estar presente no Twitter, mas muitos não identificaram quem querem atingir ou o que falar para os seguidores", afirma Schultz.
Um ponto menos dominado pelo Brasil é a atuação das marcas em aplicativos móveis: o resultado foi de 48% de presença contra 54% das globais. "O receio em relação ao retorno sobre o investimento no mobile é muito grande no Brasil. Inclusive porque ainda é arriscado apostar nos aplicativos, já que a banda larga é ruim e os smartphones são caros, atingindo pouca gente. Analisando o mercado, podemos apostar que esta realidade mudará em breve. Com os incentivos do governo, a banda deve melhorar e muito em breve os aparelhos terão uma grande queda de preços. Tenho certeza de que, se fizéssemos esta pesquisa daqui a dois meses, a resposta seria diferente", afirma Schultz.
Integre ou morra
Para evoluir na gestão de reputação da marca, as empresas devem principalmente integrar o trabalho com as mídias sociais a todas as áreas, e não restringi-las a apenas um departamento da empresa. O estudo mostrou que já existe uma importância em relação a este ponto, já que 69% dos executivos brasileiros afirmaram que a estratégia é parte do planejamento geral de Comunicação e Marketing.
O próximo desafio, e a terceira dica, é que as empresas levem as mídias sociais à organização como um todo, para além destas duas áreas. "Ainda existe um longo caminho à frente em relação à integração. É preciso que a estratégia esteja na base do plano de negócios e que permeie toda a empresa. Para evoluir, devemos parar de pensar nas mídias sociais apenas como uma ferramenta de Marketing e vê-las como parte integrante do negócio", diz Schultz.
O quarto ponto proposto pelo estudo reforça a importância de estruturar internamente a companhia para trabalhar com as mídias sociais. É preciso integrar, mas também é importante designar um núcleo que trabalhe diretamente com os canais e coloque o social no centro. Neste quesito, o Brasil teve um resultado positivo. Mais da metade dos executivos brasileiros (51%) respondeu que a gestão interna das mídias sociais é coordenada por um departamento e 76% afirmaram que a marca tem um estrategista ou gerente de mídias sociais. 
Ouça mais, fale menos
O quinto ponto é que as marcas aprendam com o conteúdo e levem este aprendizado a uma ação para melhorar seus produtos ou serviços. É importante publicar, mas monitorar é mais ainda. "É preciso dar a importância correta às mídias sociais e correr alguns riscos. A estratégia está acertada quando uma empresa percebe uma demanda nas redes e leva para uma ação, como modificar um produto ou um serviço", diz Schultz.
Segundo o levantamento, 43% dos executivos brasileiros pesquisam e monitoram seus perfis para saber o que os clientes esperam da marca, contra 30% da média global. Em relação a mudanças, 37% afirmaram que já realizaram alterações em algum produto ou serviço baseadas em comentários nas mídias sociais, contra 26% no geral, e 33% dos brasileiros já mudaram uma mensagem da marca a partir de atitudes percebidas na internet, número também mais alto do que a média global, de 27%.
O sexto passo é a mensuração da estratégia. Dos executivos brasileiros, 100% responderam que medem a efetividade das mídias sociais, contra 98% a nível global. "Se uma empresa realiza alguma ação ela tem números. O fato de todos os executivos terem afirmado que medem a efetividade da estratégia nas mídias sociais não é necessariamente um sucesso. O que se faz com estes números, qual a relevância do número de likes?", provoca Schultz. O número de likes é realmente o principal método utilizado para medir as iniciativas nas redes, com 40% das respostas. Em segundo lugar, com 39%, está a quantidade de fãs.
Pense global
O sétimo ponto que o estudo sugere é que é mais importante pensar globalmente, em relação a ações nas mídias, do que localmente. Este fator ainda não adquiriu importância para os brasileiros, que o consideram o menos significativo.
O tema do oitavo passo é o mesmo: conte com o apoio de fora. Neste caso, tanto as empresas nacionais quanto as internacionais têm pouca ajuda de fora na gestão das mídias sociais. Apenas 27% dos brasileiros e 25% dos globais usam um fornecedor externo para medir a efetividade.
Por último, a dica para as marcas é que estejam alertas para mudanças nas redes sociais como um todo. Em relação ao Facebook, as questões de privacidade são as principais preocupações para 39% no Brasil e 31% no mundo. Outro ponto é saber gerenciar uma crise e responder a críticas negativas. "Nacionalmente, temos o costume de usar as redes sociais de maneira agressiva, muito para reclamar das empresas. É preciso estar preparado para ouvir, analisar, responder e melhorar", diz Schultz. 
Fonte: Mundo do Marketing