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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Parabéns! Você é um milionário (e nem sabe disso!)


Quando há uma concorrência de produtos estrangeiros, o governo cria barreiras através de impostos para esses produtos, criando um aumento artificial para justificar o preço dos mesmos no mercado nacional

Por Antonio De Julio*



"Mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso". Ditado antigo, mas excelente para descrever o comportamento do consumidor brasileiro. Segundo uma matéria publicada na revista Veja, edição 2259, com data de 7 de março de 2012, o brasileiro paga cerca de 2 vezes por um mesmo produto vendido em países como os Estados Unidos. Até mesmo uma banana custa mais barato na terra do Tio Sam do que na feira mais próxima da sua casa. E detalhe: nos EUA, ela é importada do Equador e ainda é orgânica. Mais barata e saudável.
Muitos são os motivos para o "custo Brasil". Câmbio, demanda, carga fiscal, inflação, concorrência, escala e produtividade. Os problemas mais crônicos que vejo no Brasil são a pouca concorrência (isso quando não vira cartel) e o apetite desenfreado dos consumidores. Quando há uma concorrência "desleal" de produtos estrangeiros, o governo, ao invés de ajudar o Brasil a se tornar um país mais produtivo, reduzindo impostos e fazendo reformas necessárias nos tributos e diminuir a burocracia, cria barreiras através de impostos para esses produtos, criando um aumento artificial para justificar o preço dos mesmos no mercado nacional.
Eu acredito muito em uma citação: "quem faz o mercado é o consumidor". E procuro fazer a minha parte na hora de adquirir um produto ou serviço novo. Com a internet, é muito fácil pesquisar e ficar triste com a diferença de preços entre o Brasil e o resto do mundo. Temos o iPhone mais caro do mundo e filas nas lojas. Temos os carros mais caros, e com um grau de segurança em acidentes comparável aos carros europeus da década de 80 (procurem por Latin NCAP nos buscadores da internet) e filas nas lojas (alguns carros populares com filas de até 3 meses para entrega). Isso sem falar na Internet, produtos de higiene, roupas e por aí vai. A lista é enorme. Ah, não mencionei o mercado imobiliário, me desculpem.
O sonho do brasileiro em ter o novo eletrônico e/ou desfilar com o carro novo esbarra com violência na realidade dos preços. Às vezes, acho que o mercado "testa o bolso do consumidor", que até chega a reclamar, mas é só parcelar que a raiva passa. Até vejo alguns movimentos de boicote a alguns produtos nascer nas redes sociais, mas infelizmente, morrem precocemente. Ao menor sinal de redução de preços, consumidores "milionários" vão para as lojas e fazem a sua parte. Afinal, mais vale um gosto do que um dinheiro no bolso.
*Antonio De Julio é instrutor da MoneyFitFonte: Administradores

domingo, 1 de abril de 2012

Brasil será 7ª economia mundial em 2050, diz pesquisa do HSBC


Os maiores poderes econômicos serão China, Estados Unidos, Índia, Japão, Alemanha, Reino Unido, México, França e Canadá. População terá uma expansão de 12%, de 195 milhões

Por Letícia Alasse


O Brasil será a sétima economia mundial em 2050. É o que aponta o estudo “O mundo em 2050”, realizado pelo banco HSBC. A projeção foi feita com números referentes a 2010 e mostra que nos próximos 40 anos o país, que atualmente ocupa a nona posição no ranking, deve crescer em ritmo mais acelerado do que as nações desenvolvidas, o que o fará assumir um novo posto. A pesquisa considerou fundamentos como Produto  Interno Bruto (PIB), renda per capita, segurança jurídica, democracia, escolaridade e crescimento populacional.
Economia,Brasil,PIB,renda per capita

O levantamento destaca que o controle da inflação foi o ponto de reversão na história recente do país, que entre 1986 e 1994 conviveu com taxas acima de 500%. Já como metas a melhorar, o estudo cita que a democracia pode contribuir mais para reforçar a segurança jurídica da nação e também ressalta a necessidade de controlar a corrupção. A pesquisa leva em conta os esforços brasileiros para elevar o nível de escolaridade, que ainda é considerado baixo.
Em 2050, as maiores economias mundiais serão China, Estados Unidos, Índia, Japão, Alemanha, Reino Unido, Brasil, México, França e Canadá, respectivamente. Segundo o estudo, as principais mudanças entre os 10 primeiros no ranking serão a saída da Itália, que cairá para 11º lugar, e a entrada do México, hoje na 13ª posição.
De acordo com a pesquisa do HSBC, o PIB do Brasil aumentará 221%, de US$ 921 bilhões em 2010 para US$ 2,960 trilhões em 2050. A população também sofrerá uma expansão de 12%, de 195 milhões em 2010 para 219 milhões. Em 40 anos, a renda per capita passará de US$ 4,711 mil para US$ 13,547 mil, um crescimento de 188%. O aumento, no entanto, não será suficiente para melhorar a posição brasileira neste quesito. Atualmente, o país se encontra na 52ª posição e cairá para o 61º lugar.
Entre as 100 maiores economias de 2050, o Brasil está no grupo de países que apresentarão uma elevação moderada, em uma média anual de 3% a 5%. Fazem parte dessa estatística 43 nações, como México, Turquia, Rússia, Indonésia e Argentina. Por outro lado, 26 países terão um crescimento rápido, com média acima de 5%, entre eles China, Índia, Filipinas, Egito e Malásia. Os sul-americanos Peru, Equador, Bolívia e Paraguai também estão incluídos neste grupo. Grande parte dos desenvolvidos estará com uma economia estável, com crescimento anual abaixo de 3%. Entre os 31 países estão Estados Unidos, Japão e membros da União Europeia.
Fonte: Mundo do Marketing